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Auditor é o profissional que examina cuidadosamente com o objetivo de averiguar se as atividades desenvolvidas em determinada empresa ou setor estão de acordo com as disposições planejadas e/ou estabelecidas previamente, se estas foram implementadas com eficácia e se estão adequadas à consecução dos objetivos. O auditor pode ser externo ou interno. Atualmente, o auditor interno tem a função de fiscalizar os processos da organização, analisando os procedimentos para determinar quais são mais produtivos e adequados às áreas. Já o auditor externo tem como tarefa principal analisar e validar as contas e saldos de balanço. Além disso, distribui-se em várias ramificações: auditoria de sistemas, auditoria de recursos humanos, auditoria da qualidade, auditoria de demonstrações financeiras, auditoria jurídica, auditoria contábil, etc.
É muito importante, na profissão de auditor, exercer as funções com honestidade, sempre de acordo com as leis e os interesses dos clientes. Além disso, outras características interessantes são:
Para trabalhar na área de auditoria é preciso ter diploma de graduação de curso superior em Ciências Contábeis. O curso tem a duração de quatro anos e exige que o estudante goste de matemática. Entre as disciplinas do currículo, estão: análise de balanço, técnicas contábeis, estatística, contabilidade geral e comercial, direito tributário e auditoria. Além disso, é importante saber falar inglês. O profissional para exercer a profissão deve estar registrado no Conselho Regional de Contabilidade (CRC de sua região). Os auditores que pretenderem auditar entidades de capital aberto e aquelas que operam no mercado financeiro sujeitas ao controle do Banco Central do Brasil, devem estar registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O auditor pode atuar tanto no setor público como no
privado, principalmente nas multinacionais. Nas empresas, normalmente ele começa
em um escritório de auditoria externa, e com o decorrer do tempo, alguns
profissionais tornam-se se auditores internos de grandes corporações.
Especializações:
O espaço para os auditores está crescendo rapidamente no país. As razões são várias, mas a principal é a chegada de investidores estrangeiros, que forçam a profissionalização cada vez maior das empresas, como o controle de gastos por parte dos executivos e dos impostos pagos. Por isso, quem investe nesse segmento vê perspectivas interessantes se abrindo. O profissional de auditoria pode trabalhar em empresas especializadas. Além disso, é possível atuar em empresas que mantêm um departamento específico para cuidar dos procedimentos internos. Já a auditoria externa deve ser feita por terceiros, garantindo assim a idoneidade do processo. A profissão é um dos melhores caminhos para o profissional formado em Ciências Contábeis.
É difícil precisar quando começa a história da
auditoria, pois toda a pessoa que possuía a função de verificar
a legitimidade dos fatos econômico-financeiros, prestando contas a um superior,
pode ser considerada como auditor. Os imperadores romanos nomeavam altos funcionários
que eram encarregados de supervisionar as operações financeiras
de seus administradores provinciais e lhes prestar contas verbalmente. Na França,
no século III, os barões tinham que realizar leitura pública
das contas de seus domínios, na presença de funcionários
designados pela Coroa. Na Inglaterra, por ato do Parlamento, o rei Eduardo I dava
direito aos barões de nomear seus prepostos. Ele próprio mandou
verificar as contas do testamento de sua falecida esposa. A aprovação
desses auditores é atestada em um documento que constitui um dos primeiros
relatórios de auditoria, denominado "probatur sobre as contas".
No Brasil colonial, tínhamos a figura do juiz colonial, o olho do rei,
que era destacado pela Coroa portuguesa para verificar o correto recolhimento
dos tributos para o Tesouro, reprimindo e punindo fraudes. Mas o grande salto
da auditoria ocorreu após a crise econômica americana de 1929. No
início dos anos 30, é criado o famoso Comitê May, um grupo
de trabalho instituído com a finalidade de estabelecer regras para as empresas
que tivessem suas ações cotadas em bolsa, tornando obrigatória
a Auditória Contábil Independente nos demonstrativos financeiros
dessas empresas.
Fonte: Universidade
de Brasília
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