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Veterinários são profissionais responsáveis por estudar e cuidar da saúde dos animais - silvestres, de estimação, de rebanhos para abate, de tradição esportiva, de zoológicos ou de laboratórios. Atuam em três campos principais: medicina e cirurgia dos animais, produção animal - criação e melhoramento das raças de animais domésticos - e saúde pública, defendendo a população contra as doenças transmitidas por animais e controlando a qualidade dos produtos alimentícios de origem animal. Podem especializar-se em diversas áreas incluindo o controle de doenças genéticas e reprodução animal, fisiopatologia, ortopedia, dermatologia, odontologia e oftalmologia de animais. São importantes também na ecologia e na preservação de animais selvagens.
O médico veterinário deve fundamentalmente gostar de animais, ter interesse por atividades científicas.
Para qualificar-se como veterinário, é
exigido curso superior de medicina veterinária, com duração
média de cinco anos, e estar inscrito no Conselho Regional ou Federal de
Medicina Veterinária. O curso de medicina veterinária aborda disciplinas
como anatomia, histologia e embriologia dos animais, fisiologia, biofísica,
parasitologia, imunologia, genética, farmacologia, clínicas médica
e cirúrgica, tecnologia e inspeção de produtos de origem
animal.
Durante o curso, são desenvolvidas atividades em laboratórios,
fazendas e hospitais veterinários, além de estágios.
As atividades do profissional de veterinária desenvolvem-se principalmente em clínicas particulares, fazendas, zoológicos, hípicas, instituições militares e policiais, setor público e instituições de preservação das espécies e incluem:
O mercado de trabalho para veterinários é amplo e bastante competitivo, tanto no setor privado como no público. No Brasil, segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária existem cerca de 59.000 veterinários, dos quais 44.000 estão em atuação. Quase a metade deste total, 46%, está concentrada na região Sudeste, enquanto apenas 4% atuam na região Norte. A cada ano, se formam cerca de 2.400 novos profissionais nos 94 cursos de medicina veterinária espalhada pelo país. O setor de produção de carnes para exportação tem crescido consideravelmente, o que deve gerar boas perspectivas na área. No mercado de animais de estimação, há muitos profissionais nas grandes cidades e a maioria dos veterinários do país trabalha em clínicas especializadas. Um bom e diferenciado campo de atuação em termos de oferta de emprego e de remuneração é a indústria de rações e medicamentos.
Desde
do início da domesticação dos animais surgiu a necessidade
de tratá-los. Estudos mostram que em 4000 a.C. documentos egípcios
revelam fatos relacionados à "arte de curar animais", que indicavam
métodos de tratamento e diagnóstico em várias espécies
animais.
Outros estudos remetem aos "médicos dos animais",
há mais de 4000 anos atrás, na África, na Ásia e do
Egito à Índia Oriental.
Aos gregos, no séc VI a.C, foram
atribuídas as primeiras curas de animais na Europa. Em algumas cidades-estado
gregas às pessoas que tratavam dos animas eram dados cargos públicos,
os hipiatras. Os romanos também fizeram pesquisas a respeito de doenças
animais.
Foi identificado em Bizâncio (ou Constantinopla - capital do
Império Romano do Oriente)- atual Istambul, capital da Turquia - em meados
do séc VI, um tratado enciclopédico que tratava da criação
e tratamento dos animais, o Hippiatrika. Esse tratado continha 420 artigos, de
diversos autores, sendo 121 deles atribuídos ao grego Apsirtos, considerado
o pai da medicina veterinária.
Em 1762, na cidade de Lyon, surgiu a
primeira escola do gênero no mundo. Em 1766, também na França,
foi criada a segunda escola, em Paris.
Em uma visita à Paris, em 1875,
o imperador D. Pedro II, impressionou-se com o trabalho feito pela Escola Veterinária
e voltando ao Brasil tentou, em vão, introduzir no Brasil a idéia.
As duas primeiras instituições de ensino desse gênero, foram
criadas no país no início do séc XX: a Escola Veterinária
do Exército e a Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária,
ambas no Rio de Janeiro.
O curso foi incluído na Congregação
Beneditina do Mosteiro de São Bento, em Olinda, só em 1914. Em 1915
foi diplomado Dyonisio Mielli, considerado o primeiro veterinário formado
no Brasil. Em 1968 foi regulamentada a profissão e um ano depois foi empossada
a primeira Diretoria do Conselho Federal de Medicina Veterinária.
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