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Veterinário

"Profissional que se dedica ao conhecimento da anatomia e das doenças dos animais irracionais"
Fonte: Dicionário Michaelis

O que é ser veterinário?

Veterinários são profissionais responsáveis por estudar e cuidar da saúde dos animais - silvestres, de estimação, de rebanhos para abate, de tradição esportiva, de zoológicos ou de laboratórios. Atuam em três campos principais: medicina e cirurgia dos animais, produção animal - criação e melhoramento das raças de animais domésticos - e saúde pública, defendendo a população contra as doenças transmitidas por animais e controlando a qualidade dos produtos alimentícios de origem animal. Podem especializar-se em diversas áreas incluindo o controle de doenças genéticas e reprodução animal, fisiopatologia, ortopedia, dermatologia, odontologia e oftalmologia de animais. São importantes também na ecologia e na preservação de animais selvagens.

Quais as características necessárias para ser veterinário?

O médico veterinário deve fundamentalmente gostar de animais, ter interesse por atividades científicas.

Características desejáveis

Qual a formação necessária para ser veterinário?

Para qualificar-se como veterinário, é exigido curso superior de medicina veterinária, com duração média de cinco anos, e estar inscrito no Conselho Regional ou Federal de Medicina Veterinária. O curso de medicina veterinária aborda disciplinas como anatomia, histologia e embriologia dos animais, fisiologia, biofísica, parasitologia, imunologia, genética, farmacologia, clínicas médica e cirúrgica, tecnologia e inspeção de produtos de origem animal.
Durante o curso, são desenvolvidas atividades em laboratórios, fazendas e hospitais veterinários, além de estágios.

Principais atividades de um veterinário

As atividades do profissional de veterinária desenvolvem-se principalmente em clínicas particulares, fazendas, zoológicos, hípicas, instituições militares e policiais, setor público e instituições de preservação das espécies e incluem:

Áreas de atuação e especialidade

Mercado de trabalho

O mercado de trabalho para veterinários é amplo e bastante competitivo, tanto no setor privado como no público. No Brasil, segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária existem cerca de 59.000 veterinários, dos quais 44.000 estão em atuação. Quase a metade deste total, 46%, está concentrada na região Sudeste, enquanto apenas 4% atuam na região Norte. A cada ano, se formam cerca de 2.400 novos profissionais nos 94 cursos de medicina veterinária espalhada pelo país. O setor de produção de carnes para exportação tem crescido consideravelmente, o que deve gerar boas perspectivas na área. No mercado de animais de estimação, há muitos profissionais nas grandes cidades e a maioria dos veterinários do país trabalha em clínicas especializadas. Um bom e diferenciado campo de atuação em termos de oferta de emprego e de remuneração é a indústria de rações e medicamentos.

Curiosidades

Desde do início da domesticação dos animais surgiu a necessidade de tratá-los. Estudos mostram que em 4000 a.C. documentos egípcios revelam fatos relacionados à "arte de curar animais", que indicavam métodos de tratamento e diagnóstico em várias espécies animais.
Outros estudos remetem aos "médicos dos animais", há mais de 4000 anos atrás, na África, na Ásia e do Egito à Índia Oriental.
Aos gregos, no séc VI a.C, foram atribuídas as primeiras curas de animais na Europa. Em algumas cidades-estado gregas às pessoas que tratavam dos animas eram dados cargos públicos, os hipiatras. Os romanos também fizeram pesquisas a respeito de doenças animais.
Foi identificado em Bizâncio (ou Constantinopla - capital do Império Romano do Oriente)- atual Istambul, capital da Turquia - em meados do séc VI, um tratado enciclopédico que tratava da criação e tratamento dos animais, o Hippiatrika. Esse tratado continha 420 artigos, de diversos autores, sendo 121 deles atribuídos ao grego Apsirtos, considerado o pai da medicina veterinária.
Em 1762, na cidade de Lyon, surgiu a primeira escola do gênero no mundo. Em 1766, também na França, foi criada a segunda escola, em Paris.
Em uma visita à Paris, em 1875, o imperador D. Pedro II, impressionou-se com o trabalho feito pela Escola Veterinária e voltando ao Brasil tentou, em vão, introduzir no Brasil a idéia. As duas primeiras instituições de ensino desse gênero, foram criadas no país no início do séc XX: a Escola Veterinária do Exército e a Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária, ambas no Rio de Janeiro.
O curso foi incluído na Congregação Beneditina do Mosteiro de São Bento, em Olinda, só em 1914. Em 1915 foi diplomado Dyonisio Mielli, considerado o primeiro veterinário formado no Brasil. Em 1968 foi regulamentada a profissão e um ano depois foi empossada a primeira Diretoria do Conselho Federal de Medicina Veterinária.

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