Ser taxista é trabalhar como motorista de táxi, transportando passageiros com o próprio veículo ou com veículo de frota, desde que seja cadastrado de acordo com a legislação de cada município. O taxista é um conhecedor das ruas da cidade em que trabalha, por levar pessoas aos mais variados lugares e escolhendo os melhores caminhos. Nas grandes cidades e também para os turistas, acabam sendo os indicadores de hotéis, bares mais acessíveis e restaurantes de qualidade.
Em primeiro lugar, para atuar na profissão é necessário ter carteira nacional de habilitação devidamente em dia com o Conselho Nacional de Trânsito e portar os documentos do veículo, obrigatórios segundo o Código de Trânsito. Além disso, é importante apresentar as seguintes características:
Não há formação universitária específica para o exercício da profissão de taxista. Porém, cada município faz algumas exigências que variam de um lugar para outro para habilitar o candidato a atuar no volante. Entre as condições normalmente exigidas pelos municípios, estão:
Para
exercer a profissão, todo taxista precisa ter o Condutax, cadastro pessoal
e intransferível que habilita o candidato a exercer esta atividade. O veículo
que irá circular como táxi também necessita de uma licença
emitida pelo Poder Municipal, chamada Alvará de Estacionamento (livre ou
privativo).
Para obter o Condutax, o interessado deve apresentar no Departamento
de Transportes Públicos (DTP/SMT) a documentação necessária
e pagar o valor de expedição do cadastro, já inclusas a taxa
de expediente e bancária. Os documentos necessários para requerer
o Condutax são (em original e cópia simples, ou cópia autenticada):
O Condutax é emitido no mesmo dia e vale por cinco anos ou até a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), quando esta ocorrer antes. Uma das exigências é apresentar o comprovante de realização do Curso Especial de Treinamento e Orientação, que pode ser feito em qualquer uma das escolas autorizadas pelo DTP ou mesmo no Cetet (Centro de Educação de Trânsito/CET). O curso tem carga horária fixa mínima de 32 horas de aula, preço não tabelado, e aborda, entre outras técnicas, direção defensiva e primeiros socorros.
Entre as principais atividades dos taxistas estão:
O taxista pode atuar somente no
município em que reside, nunca podendo pegar passageiros em outras cidades
que não sejam a sua. Entretanto, ele pode levar passageiros do lugar em
que mora para outras localidades, inclusive em estados diferentes. Há muitos
taxistas que trabalham por conta própria com o próprio veículo,
porém, hoje em dia, pode-se verificar uma expansão das empresas
de táxis, que têm seus próprios motoristas filiados, no qual,
através do rádio instalado dentro do veículo, o motorista
se comunica com a sede para saber a localização e o destino do próximo
passageiro. Ainda, estas companhias de táxis podem ter algum tipo de convênio
com pessoas físicas ou jurídicas (empresas), que utilizam bastante
este tipo de transporte, podendo o pagamento ser feito por boleto da companhia
de táxi para o motorista (no caso de empresas) ou cheque, cartão
ou dinheiro, dependendo das formas de pagamento das companhias. A vantagem de
se trabalhar em táxis de frota de empresas é que há a garantia
de se conseguir passageiros em diversas horas do dia, sem ter que procurar pelas
ruas das cidades.
Com a maior urbanização
de países em desenvolvimento, como o Brasil, o mercado de trabalho para
taxistas torna-se mais amplo. Maior número de pessoas com poder aquisitivo
significam maiores oportunidades de trabalho para o taxista.
E o segmento
do mercado que mais tem crescido é o do "rádio táxi",
no qual as pessoas telefonam para uma empresa, solicitando os serviços
do motorista, para determinada hora e local. Buscando uma melhor colocação
no mercado, o taxista, com certa experiência adquirida por meio da atenção
ao volante e prática de direção, deve ficar atento às
oportunidades de novas vagas de trabalho nestas empresas, que o proporcionarão
oportunidades de crescimento e atuação.
O
táxi, como é conhecido hoje, surgiu quando foram aplicadas taxas
à sua utilização através dos conhecidos taxímetros,
no século XIX. Contudo, o serviço de transportar pessoas em uma
grande cidade a qualquer pessoa que o solicite é bem mais antigo. O primeiro
serviço desse gênero apareceu com a invenção do riquixá
- carro de duas rodas puxado por um só homem, comum na Antiguidade, porém
exclusivo das elites, que possuíam escravos para puxar esses carros.
Nas
ruas da Roma Antiga circulavam liteiras (espécie de cadeira coberta e apoiada
sobre varas compridas, transportadas por dois ou quatro escravos que levavam quem
quer que os solicitasse). Essa pessoa teria de pagar apenas o preço previamente
estipulado pelo amo desses escravos. Depois da queda do Império Romano
do Ocidente, os primitivos carros e carruagens começaram a desaparecer
das grandes metrópoles, tal como a sua população, que foi
para o meio rural à procura de subsistência. Este acontecimento ditou
o fim dos serviços de transporte público e privado.
Na Idade
Média, o transporte de pessoas era assegurado por carruagens muito rudimentares
de tração animal, que no Renascimento foram melhoradas tendo sido
acrescentados ornamentos, cobertura e até cortinas. Em 1605, apareceram,
em Londres, as primeiras carruagens de aluguel - as hackneys. O sucesso foi tanto
que, quatro anos após, o elevado número de carruagens de aluguel
fazia com que as principais ruas da metrópole ficassem completamente engarrafadas,
o que levou o Parlamento a limitar o número de carruagens a circular. Mas
não só em Londres havia problemas de tráfego por causa de
carruagens de aluguel; também em Paris, primeiro os corbillards e depois
os sociables, fizeram um estrondoso sucesso no século XVII. Já nos
finais do mesmo século, surgiram na Alemanha os inovadores landau a landaulet
(versão reduzida do Landau). Posteriormente, no século XVIII, foi
criado o gig, na França, que deu origem ao tilibury na Inglaterra e posteriormente
ao cabriolet. No século XIX, já qualquer grande cidade tinha centenas,
ou mesmo milhares de carruagens de aluguel.
Os primeiros táxis motorizados
apareceram em 1896 na cidade alemã de Estugarda. No ano seguinte, Freidrich
Greiner abriu uma empresa concorrente, na mesma cidade, mas os seus carros estavam
equipados com um sistema inovador de cobrança - o taxímetro. A implantação
dos táxis foi generalizada em 1907. Nesse mesmo ano, em Paris, todos os
carros de aluguel tinham de possuir um taxímetro obrigado por lei. Antes
da Primeira Guerra Mundial já todas as grandes cidades européias
e norte-americanas tinham serviço de táxis legais e pintados com
esquemas de cores diferentes. Desde então as alterações foram
poucas, apenas nos aparelhos possuídos pelos carros, tais como um rádio
ou ar condicionado.
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