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16/08/2010

Militar da Aeronáutica ou Força Aérea

"Cidadão que serve à Força Aérea"
Fonte: Redação Brasil Profissões

O que é ser um militar da Aeronáutica?

O militar é o profissional que serve à alguma das três forças armadas (Exército, Marinha ou Aeronáutica) ou que serve as Forças de Segurança dos Estados da Federação (bombeiros e policiais militares). Na estrutura do governo brasileiro, as Forças Armadas estão integradas ao Ministério da Defesa e, tem por objetivo a defesa dos direitos constitucionais.
No Brasil, a Aeronáutica corresponde à componente aérea das Forças Armadas, responsável por, no plano externo, defender a soberania do espaço aéreo brasileiro, e, no plano interno, por controlar e vigiar o espaço aéreo, entre outras atribuições.

Quais são as características necessárias para ser um militar da Aeronáutica?

Para ser um militar da Aeronáutica é necessário que o profissional seja patriota, e que goste de servir seu país. Além disso, outras características interessantes são:
  • responsabilidade
  • seriedade
  • força de vontade
  • coragem
  • raciocínio rápido
  • força física
  • resistência
  • instinto de sobrevivência
  • capacidade de receber ordens
  • capacidade de respeitar hierarquias

Qual a preparação necessária para ser um militar da Aeronáutica?

No Brasil, ao completar 18 anos, o cidadão do sexo masculino deve se alistar em alguma das três Forças Armadas, e, se convocado para servir por tempo determinado, pode se interessar e prestar concurso para seguir carreira. Para ingressar na Aeronáutica é necessário aprovação em concurso público, que nesse caso, é dividido por categorias, como escolaridade e sexo. Os cursos são divididos em níveis, portanto, existem concursos de para candidatos que concluíram o nível fundamental, médio e superior. Existe também a divisão por sexo, que divide homens e mulheres, além da divisão por novatos e internos, nesse caso, para os internos, existem cursos de adaptação e de especialização. Para mais informações basta acessar:
http://www.fab.mil.br/Ingresso/

Hierarquia da Aeronáutica Brasileira

Oficiais generais

  • Marecha-do-Ar
  • Tenente-Brigadeiro
  • Major-Brigadeiro
  • Brigadeiro

Oficiais superiores

  • Coronel
  • Tenente-Coronel
  • Major

Oficiais intermediários

  • Capitão

Oficiais subalternos

  • 1° Tenente
  • 2° Tenente
  • Aspirante

Graduados

  • Suboficial
  • 1° Sargento
  • 2° Sargento
  • 3° Sargento
  • Cabo
  • Taifeiro-mor
  • Soldado de 1ª Classe
  • Taifeiro de 1ª Classe
  • Soldado de 2ª Classe
  • Taifeiro de 2ª Classe

Principais funções da Marinha Brasileira

  • orientar e controlar a Marinha Mercante (conjunto de navios que transportam mercadorias e realizam comércio) e suas atividades correlatas, na defesa dos interesses nacionais
  • prover a segurança da navegação aquaviária
  • contribuir para a formulação e condução de políticas nacionais que digam respeito ao mar
  • implementar e fiscalizar o cumprimento de leis e regulamentos, no mar e nas águas interiores, em coordenação com outros órgãos do poder executivo, Federal ou Estadual

Unidades da Aeronáutica - Estrutura

Comando de Operações Aéreas - COMGAR - Comando de Operações Aéreas que estão subordinadas as unidades aéreas, bases aéreas e órgãos afins. Sendo assim, o COMGAR é o braço armado da Força Aérea Brasileira. Na estrutura do COMGAR, as unidades aéreas são agrupadas em quatro forças aéreas:

  • 1ª Força Aérea ou I FAe, com sede na cidade de Natal. Engloba as unidades de preparação avançada de pilotos da FAB (Força Aérea Brasileira)
  • 2ª Força Aérea ou II FAe, com sede na cidade do Rio de Janeiro. Engloba as unidades de asas rotativas (helicópteros) e as unidades de busca e salvamento, patrulha marítima e de apoio a Marinha em geral
  • 3ª Força Aérea ou III FAe, com sede na cidade de Gama, no Distrito Federal. Coordena e gerencia o emprego das unidades aéreas de aplicação estratégica e tática, bem como as de defesa aérea
  • 5ª Força Aérea ou V FAe, com sede na cidade do Rio de Janeiro. É responsável pelas unidades de transporte, reabastecimento em vôo (REVO), lançamento de pára-quedistas e apoio a unidades do Exército.

Cada unidade aérea possui uma função específica, além de aeronaves, pessoal e instalações que asseguram o seu funcionamento. As bases aéreas, por sua vez, estão organizadas através de uma divisão regional do território brasileiro, onde cada região (num total de sete) fica subordinada a um Comando Aéreo Regional (COMAR). São eles:

  • I COMAR, com sede em Belém e jurisdição sobre os estados do Pará, Amapá e Maranhão
  • II COMAR, com sede em Recife e jurisdição sobre os estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia
  • III COMAR, com sede no Rio de Janeiro e jurisdição sobre os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo
  • IV COMAR, com sede em São Paulo e jurisdição sobre os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul
  • V COMAR, com sede em Canoas e jurisdição sobre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná
  • VI COMAR, com sede em Brasília e jurisdição sobre o Distrito Federal e os estados de Goiás, Mato Grosso e Tocantins
  • VII COMAR, com sede em Manaus e jurisdição sobre os estados do Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia.

História da Aeronáutica

Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial, a forma como se desenvolviam os combates no além-mar surpreendeu e revelou o despreparo das forças armadas brasileiras para enfrentar as exigências do conflito. Somando-se às carências materiais típicas de um país subdesenvolvido, havia ainda toda uma organização militar estruturada nos moldes da I Guerra Mundial.
Embora o debate em torno da criação de uma força aérea única, fundindo as já existentes aviações do Exército e da Marinha, assim como a criação de um ministério exclusivo para gerenciar a aviação brasileira, viesse ocorrendo desde o início dos anos 1930, a guerra na Europa acabou por reforçar essa tendência, consolidando a idéia de que era preciso centralizar os meios aéreos do país. O desperdício e os problemas decorrentes de um gerenciamento em separado de múltiplas aviações, militares e civis, constituiu-se num dos principais argumentos em favor da criação do Ministério do Ar.
Finalmente, após amplo debate e campanhas na imprensa, Getúlio Vargas, em 20 de janeiro de 1941, assinou o Decreto 2961, criando o Ministério da Aeronáutica e estabelecendo a fusão das forças aéreas do Exército e da Marinha numa só corporação, denominada Forças Aéreas Nacionais. Pouco depois, em maio de 1941, um novo decreto mudou o nome da recém-nascida força aérea para Força Aérea Brasileira (FAB), nome que permanece até os dias de hoje. A Força Aérea Brasileira obteve seu batismo de fogo durante a II Guerra Mundial participando da guerra anti-submarino no Atlântico Sul e, na Europa, como integrante da Força Expedicionária Brasileira que lutou ao lado dos Aliados na frente italiana.
Foram enviadas para a Itália duas unidades áereas da FAB, o 1º Grupo de Aviação de Caça, o Senta a Pua!, e a Primeira Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO).
Em 9 de novembro de 2003, foi inaugurado em Pianoro, Itália, mais precisamente no distrito de Livergnano, uma placa em homenagem ao 2º Tenente-Aviador John Richardson Cordeiro e Silva, primeiro piloto da FAB abatido em combate, e a todos os demais integrantes da Força Aérea que estiveram lutando na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. A placa foi agregada ao monumento já existente em homenagem aos que morreram combatendo os fasci-nazistas na guerra. A localidade de Livergnano foi escolhida por ter sido o local onde a aeronave de caça do Ten Cordeiro, um P-47 Thunderbolt, foi abatida em 6 de novembro de 1944, pela temida Flak, bateria antiaérea alemã, no regresso de uma missão de combate no norte da Itália

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