Técnico em radiologia é o profissional da área da saúde que realiza exames na área de radiologia, ou seja, que produz imagens internas do corpo humano através de uma máquina de Raio-X convencional, com o objetivo de diagnosticar problemas ou avaliar as condições do paciente. Suas funções compreendem a preparação, a programação e a operação do sistema de imagens, a preparação do paciente e, muitas vezes, a produção de um relatório descritivo preliminar. Cabe também a esse profissional garantir a segurança do paciente e da equipe de exames, uma vez que a radiação emitida pela máquina é prejudicial a saúde humana.
Para ser um técnico em radiologia é necessário que o profissional se identifique com as ciências biológicas. Outras características interessantes são:
Para ser um técnico em radiologia é necessário diploma em curso ou escola técnica de radiologia, reconhecida pelo MEC (Ministérios da Educação e Cultura), com duração mínima de três anos. O curso é composto por aulas teóricas, práticas e estágios, e visa a formação de um profissional apto a operar máquinas de radiologia convencional, radioterapia, de TAC (tomografia axial computadorizada), de ressonância magnética, de tomografia, entre outras. É muito importante que o profissional se atualize constantemente através de cursos e treinamentos específicos.
O mercado de trabalho para o profissional da radiologia é amplo, e cresce na medida em que cresce a preocupação com a saúde e com o bem-estar. Para os trabalhadores do setor público, a evolução na profissão segue os parâmetros legais e critérios como, entre outros, a avaliação de qualidade e tempo de serviço, pois nesse caso, o profissional se enquadra na categoria de Técnico de Diagnóstico e Terapêutica. No caso do trabalhador do setor privado, a evolução depende da instituição na qual ele trabalha, e, geralmente, pauta-se pelos rendimentos auferidos.
Em
8 de novembro de 1895, Wilhelm Konrad Roentgen descobre a existência e a
produção da radiação X. Hoje, sabe-se que esses raios
eram correntes de elétrons, que são liberados pelo rápido
movimento dos íons do gás bombardeando a superfície de um
cátodo aquecido. Os íons são produzidos durante a descarga
do gás. Os elétrons chocam-se contra a superfície de vidro,
perdem sua energia, o vidro fica aquecido e pode-se observar efeitos luminosos
(luz verde ou azul, dependendo da composição química do vidro).
A superfície aquecida da parede de vidro é a fonte de raios-X.
Desde
esta época, até os dias de hoje, surgiram várias modificações
nos aparelhos iniciais objetivando reduzir a radiação nos pacientes,
pois acima de uma certa quantidade sabia-se que era prejudicial à saúde.
Assim surgiram os tubos de Raios X, diafragmas para reduzir a quantidade de Raios
X e diminuir a radiação secundária que também piorava
a imagem final.
Em 1920, iniciaram-se os estudos relativos à aplicação
dos raios-X na inspeção de materiais dando origem à radiologia
industrial.
No Brasil, Manuel de Abreu desenvolveu a Abreugrafia, um método
rápido de cadastramento de pacientes para se fazer radiografias do tórax,
que tem sido reconhecida mundialmente.
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