Arquivistas são profissionais responsáveis por analisar e organizar documentos públicos e privados de cunho histórico, governamental, administrativo, científico ou literário, gravações sonoras e filmes. Organizam segundo sua origem e outros critérios, e dando-lhes tratamento técnico sistematizado para armazená-los em arquivos adequados, permitindo a recuperação eficiente de toda informação registrada produzida ou recebida por uma instituição no decorrer das suas atividades, facilitando sua consulta e evitando que se deteriorem. Implementam sistemas de arquivos e de informação em instituições públicas e privadas.
O Arquivista precisa ter senso de observação e interesse por atividades burocráticas, ser meticuloso, organizado, metódico e ter habilidade para o trato com o público. Características desejáveis:
Para desempenhar a profissão de arquivista é necessário curso superior em arquivologia, que tem duração de quatro anos. Conhecimento de informática e inglês são fundamentais. Conhecimento de outras línguas também ajuda e é muito valorizado.
As principais atividades dos arquivistas são:
O mercado de trabalho para arquivistas é ainda pequeno, porém promissor, principalmente nas grandes cidades. Não são muitos os arquivistas em atividade, mas o número de formandos que ingressam anualmente no mercado vem crescendo. É uma profissão relativamente nova - os cursos de graduação datam do final dos anos 70 — que vive um período de crescimento devido, principalmente, ao grande volume de informações geradas atualmente por empresas e instituições, e pela conseqüente necessidade de cuidar da avaliação e organização de seus acervos. Na região Sudeste, as instituições públicas são as que mais absorvem mão-de-obra, enquanto no Sul e no Centro-Oeste a procura maior é das empresas privadas e de consultoria. Nos últimos tempos tem sido comum a terceirização do serviço de arquivistas: as empresas contratam profissionais por um período determinado para avaliação e organização de seus acervos e, posteriormente, firmam contratos para manutenção dos mesmos, sem ter com o arquivista um vínculo empregatício. É grande o potencial para crescimento do mercado já que toda instituição produz e recebe informações registradas sob os mais variados suportes, as quais farão parte do acervo de seus arquivos. A presença atuante de um arquivista é necessária para a não formação de massas documentais acumuladas, sem tratamento e de difícil recuperação da informação.
A tentativa de criar um curso de arquivologia começou na década de 70, no Distrito Federal. Porém, o Curso de Bacharelado em Arquivologia só começou a funcionar em 1991, no Departamento de Biblioteconomia, que mudou de nome para Departamento de Ciência da Informação e Documentação. O seu reconhecimento pelo então Conselho Federal da Educação se deu em 1995.
Atualmente, o arquivista é responsável pelo gerenciamento da informação, gestão documental, conservação, preservação e disseminação das informações contidas nos documentos.
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