Seringueiro é o profissional que trabalha com e extração do látex, um líquido grosso da árvore chamada Seringueira, matéria-prima da borracha natural. Para a extração do látex, o profissional sangra a árvore, fazendo talhos, e coloca sobre a sangria uma cuia ou bacia para aparar o líquido. Depois o látex é defumado, para ser endurecido e transformado em bolas, chamadas pélas, que chegam a pesar até 40 quilos. Atualmente, já existem muitas técnicas de produção da borracha industrialmente, que elimina as impurezas da matéria-prima e tem como produto final uma borracha resistente e imperecível. As Seringueiras se encontram no meio de florestas e matas, sempre em lugares de difícil acesso, portanto o seringueiro deve sempre conhecer bem a região e as características da árvore.
Para ser um seringueiro é necessário ter conhecimento sobre a região explorada, sobre as características da planta e sobre as técnicas utilizadas na produção da borracha. Outras características interessantes são:
Não existe formação específica necessária para ser um seringueiro, entretanto, por ser uma atividade extrativista, é necessário conhecimento de diversas técnicas, de características da árvore e do meio ambiente em que está inserida. Além disso, por ser uma atividade econômica muito importante, na extração em grande escala, há todo um planejamento, e, muitas vezes, há um profissional projetista ou engenheiro ambiental que coordena o trabalho dos seringueiros.
O seringueiro trabalha sempre na extração de látex da Seringueira, podendo recolher até 20 litros de látex por dia. É uma atividade muito importante para a economia, porém, o seringueiro fica com a menor parte do que produz, pois geralmente precisa dar, ou vender uma parte da produção para o dono das terras (a maioria dos casos é de arrendamento), ou pode ainda vender diretamente às fábricas. Como o produto bruto sempre tem menos valor do que o elaborado e processado, o seringueiro não tem grande participação nos lucros da borracha.
O mercado de trabalho para o seringueiro é restrito à região Norte, por ser, a Seringueira, de lá originária.
Os
primeiros a descobrir e fazer uso das propriedades da borracha foram os índios
centro-americanos, entretanto, foi na Floresta Amazônica que se desenvolveu
a atividade de extração da borracha, a partir da Seringueira (Havea
brasiliensis), uma árvore pertencente à família das Euphorbiaceae,
também conhecida como "árvore da fortuna". Do caule da
seringueira é extraído um líquido branco, chamado látex,
em cuja composição ocorre, em média, 35% de hidrocarbonetos,
destacando-se o 2-metil-1,3-butadieno (C5H8), comercialmente conhecido como isopreno,
o monômero da borracha. A história da borracha no Brasil é
composta por ciclos:
Primeiro ciclo (1879-1912): com a Revolução
Industrial e o desenvolvimento tecnológico na Europa a procura pela borracha
natural, produto até então exclusivamente da Amazônia, aumentou
vertiginosamente, juntamente com seu preço. A atividade extrativista do
látex na Amazônia revelou-se de imediato muito lucrativa. A borracha
natural logo conquistou um lugar de destaque nas indústrias da Europa e
da América do Norte, o que fez com que diversas pessoas viessem ao Brasil
na intenção de conhecer a seringueira e os métodos e processos
de extração, com o objetivo de lucrar também com esse produto.
Nessa época, Belém e Manaus, que já existiam, passaram então
por importante transformação e urbanização. Manaus
foi a primeira cidade brasileira a ser urbanizada e a segunda a possuir energia
elétrica - a primeira foi Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.
Segundo
ciclo (1942 - 1945): Após o apogeu e declínio do primeiro ciclo
da borracaha, a Amazônia viveria outro ciclo da borracha durante a Segunda
Guerra Mundial, embora por pouco tempo. Como forças japonesas dominaram
militarmente o Pacífico Sul nos primeiros meses de 1942 e invadiram também
a Malásia, o controle dos seringais passou a estar nas mãos dos
nipônicos, o que culminou na queda de 97% da produção da borracha
asiática.Isto resultaria na implantação de mais alguns elementos,
inclusive de infra-estrutura, apenas em Belém, desta vez por parte dos
Estados Unidos. A exemplo disso, temos o Banco de Crédito da Borracha,
atual BASA; o Grande Hotel, luxuoso hotel construído em Belém em
apenas 3 anos, onde hoje é o Hilton Hotel; o aeroporto de Belém;
a base aérea de Belém; entre outros. Os finais abruptos do primeiro
e do segundo ciclo da borracha demonstraram a incapacidade empresarial e falta
de visão da classe dominante e dos políticos da região. O
final da guerra conduziu, pela segunda vez, à perda da chance de fazer
vingar esta atividade econômica. Não se fomentou qualquer plano de
efetivo desenvolvimento sustentado na região, o que gerou reflexos imediatos:
assim que terminou a segunda guerra mundial, tanto as economias de vencedores
como de vencidos se reorganizaram na Europa e na Ásia, fazendo cessar novamente
as atividades nos velhos e ineficientes seringais da Amazônia.
Fonte
da curiosidade: Wikipédia
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