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16/08/2010

Otorrinolaringologista

"Profissional que estuda o tratamento das doenças do ouvido, nariz e garganta"
Fonte: Redação Brasil Profissões

O que é ser um otorrinolaringologista?

Otorrinolaringologista, também conhecido como otorrino, é o profissional da medicina especializado no estudo, prevenção, manutenção e tratamento de doenças relacionadas ao ouvido, nariz, seios da face e garganta, seja através de medicamentos ou procedimentos cirúrgicos. A otorrinolaringologia é uma das especialidades médicas mais completas.

Quais as características desejáveis para ser um otorrinolaringologista?

Para ser um otorrinolaringologista, além de todo o conhecimento adquirido na faculdade de medicina e da constituição da face, outras características interessantes são:

  • gosto pela medicina e pelas ciências biológicas
  • facilidade para lidar com as pessoas
  • responsabilidade
  • metodologia
  • pró-atividade
  • sensibilidade
  • disponibilidade permanente para o estudo
  • capacidade de organização
  • capacidade de observação
  • paciência
  • capacidade de diagnóstico
  • flexibilidade
  • dinamismo

Qual a formação necessária para ser um otorrinolaringologista?

Para ser um otorrinolaringologista é necessário possuir diploma de curso superior em Medicina, com duração de seis anos, e posterior especialização (equivalente à pós-graduação) e residência na área de Otorrinolaringologia de alguma instituição de saúde, de no mínimo dois anos ou realizar estágio em instituição reconhecida, com duração de três anos. É imprescindível que o curso escolhido seja de qualidade e reconhecido pelo MEC (Ministério de Educação e Cultura). O curso de Medicina engloba matérias como: anatomia e fisiologia dos diferentes sistemas do corpo humano, biologia, bioquímica, biologia molecular, genética, patologia, medicina preventiva, farmacologia, epidemiologia, psicologia médica, ente muitas outras matérias que tratam de todos os sistemas do corpo e especializações da medicina. É importante que o profissional se atualize constantemente por meio de cursos, palestras e workshops, para se manter sempre informado sobre novos métodos e técnicas de tratamentos e diagnóstico.

Principais atividades

  • realizar consultas
  • fazer perguntas sobre histórico familiar
  • pesquisar hábitos e condições de vida do paciente
  • acompanhar o desenvolvimento de doenças
  • analisar queixas dos pacientes
  • diagnosticar quaisquer problemas visíveis
  • diagnosticar e tratar lesões nas pregas vocais: nódulos, pópilos, cistos, fendas
  • solicitar exames físicos e laboratoriais para avaliar as amídalas e adenóides, e se necessário indicar tratamentos mais específicos no caso de alterações nessas duas estruturas
  • prescrever tratamentos adequados em cada caso e correções para os distúrbios auditivos
  • tratar alergias
  • acompanhar o tratamento, verificando melhora do quadro clínico e mudanças necessárias no método de tratamento
  • acompanhar tratamentos mais específicos com outros médicos
  • operar amídala, adenóide, desvio de septo e cirurgia de ouvido

Áreas de atuação e especialidades

O otorrinolaringologista trabalha na área clínica ou hospitalar, seja da rede pública ou privada; na área de ensino e pesquisa científica. Esse profissional pode atuar:

  • cirurgia estética e funcional da face
  • trauma
  • tumor

Mercado de trabalho

O mercado de trabalho para o profissional da saúde sempre é amplo. A precariedade da saúde pública faz com que haja constante necessidade de profissionais para servir a população. A rede particular também demanda muitos profissionais, principalmente na área de estudos e pesquisas. O importante para se destacar no mercado é a constante atualização por meio de cursos, pois a área da saúde apresenta grande campo de trabalho e especializações sempre são um diferencial.

Curiosidades

  • Inúmeras substâncias já foram descritas para o tratamento da congestão nasal: fezes de cachorros brancos, folhas de repolho secas e extratos vegetais. Os médicos chineses foram os primeiros a empregar ervas medicinais que continham a efedrina, há cerca de 5.000 anos, embora essa substância só viesse a ser conhecida e isolada em 1887.
  • O Papiro de Edwin-Smith (1900 AC) descreve um tratamento usado pelos egípcios nos ferimentos da região temporal sem fraturas: curativo com carne fresca no primeiro dia, seguido de curativos diários à base de ungüentos e mel. As lesões acompanhadas de fratura do osso temporal eram consideradas gravíssimas e incuráveis.
  • Na Antigüidade, acreditava-se que o tamanho do nariz era proporcional ao dos órgãos genitais, e narizes grandes eram sinônimo de virilidade. Por isso, os guerreiros corajosos eram denominados "nasuti". Virgílio, na "Eneida", descreve o costume de amputação da pirâmide nasal em homens e mulheres como punição ao crime de adultério. Documentos hindus traduzidos do sânscrito (700 AC) descrevem as primeiras tentativas de rotação de retalhos para a correção da deformidade da pirâmide nasal nos condenados por adultério.
  • Na Medicina hebraica as otites eram tratadas com a instilação do caldo de cozimento de rim de cabra no meato acústico externo, de acordo com relatos do Taimud babilônico (325-427).
  • A anatomia dos seios maxilar e frontal já aparece nos desenho perfeitos de Leonardo da Vinci (1452-1519).
  • A primeira laringotomia, precursora da traqueotomia, parece ter sido realizada por Musa Brasavola na Itália de 1545.
  • O primeiro livro dedicado inteiramente à descrição das técnicas cirúrgicas para rinoplastia foi publicado em 1597 sob o título "Tratado sobre a Rinoplastia". O autor era Gaspare Tagliacozzi, professor da Universidade de Bolonha, que tinha vasta experiência no assunto, propondo novas técnicas para rotação de retalhos sobre a pirâmide nasal.
    Fonte: Arquivos Internacionais de Otorrinolaringologia

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