O ombudsman ou ouvidor é o profissional contratado por algum órgão, empresa ou instituição, pública ou privada, com o objetivo de receber críticas, sugestões ou reclamações do público, analisá-las e interpretá-las na tentativa de solucionar o problema, agindo imparcialmente em defesa do cliente ou da comunidade, além de esclarecer as dúvidas dos clientes. Ou seja, esse profissional tem a responsabilidade de ser o representante do cidadão, o elo entre eles e as empresas, estabelecendo um vínculo direto entre a área fornecedora do produto ou serviço dentro da instituição que trabalha. Periodicamente deve elaborar relatórios que contenham as ocorrências relatadas pelos cidadãos, as ações corretivas, as áreas envolvidas, o tempo demandado na solução e a análise da credibilidade, além de dar sugestões de ações e estratégias que melhorem a imagem da empresa perante o público, que deve ser apresentado à diretoria.
Para ser um ombudsman é necessário que o profissional tenha noções de conhecimento geral, além de conceitos de administração e marketing. Outras características interessantes são:
Para ser um ombudsman é requisitado que o profissional seja graduado em um curso superior geralmente em uma área de humanas, o mais comum no mercado são profissionais formados em administração, direito, marketing, relações públicas e outros. O cargo de ouvidor é de máxima confiança e em muitas instituições o profissional é subordinado apenas a diretoria, pois nessa área o profissional precisa de autonomia para agir com imparcialidade. Por tal motivo, é muito importante que o profissional se informe e atualize constantemente por meio de cursos, especializações, seminários, palestras, treinamentos ou workshops. A pós-graduação é um diferencial, e dependendo da área, também é importante o domínio de um idioma estrangeiro.
O aumento da concorrência e da competitividade das empresas e o crescimento no nível de exigência dos clientes faz com que as instituições invistam cada vez mais em atendimento ao cliente e pesquisa de mercado. Portanto o mercado de trabalho para o profissional dessa área cresce cada vez mais. Por ser um cargo de confiança e muito importante no contexto atual, o ombudsman deve ser imparcial e ter bastante autonomia dentro da instituição onde trabalha, para que possa elaborar qualquer ação necessária.
A palavra "ombudsman" é de origem sueca, e vem da junção das palavras "ombud" que quer dizer "representante" ou "procurador" e da palavra "man", que quer dizer homem, portanto ombudsman é o "homem representante". Esse termo é usado em muitos países, embora existam idiomas que possuam palavras próprias para essa determinação, como por exemplo, em idiomas de origem hispânica a palavra é "defensor del pueblo", ou na França é Médateur. No Brasil, além do termo ombudsman usa-se também a palavra "ouvidor", geralmente para o trabalhador do setor público. Segundo relatos históricos, os ouvidores estão no Brasil desde a época da instalação do sistema de capitanias hereditária, no século XVI, exercendo suas atividades juntamente com os governadores gerais, sendo assim a segunda autoridade na capitania. A proposta da instituição de um ombudsman no país veio só 14 anos após a primeira notícia da criação dessa figura no mundo, que foi em 1809, na Suécia. A proposta, no entanto, não foi aceita, e somente voltou a ser discutida em 1960. Na época a idéia foi bem assimilada, no entanto, o golpe de 1964 fechou o cenário para essas discussões. Enfim, após a ditadura militar, surgiu a primeira Ouvidoria Pública brasileira, em 1986.
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