O oftalmologista é o médico que estuda, diagnostica e trata doenças do sistema visual. Esta especialidade médica dedica-se ao estudo e tratamento das doenças e erros de refração apresentados pelo olho, trabalho este também realizado por optometristas. Este médico é capacitado para o tratamento médico e cirúrgico de todas as doenças oculares.
Para ser um oftalmologista, além de todo o conhecimento adquirido na faculdade de medicina, as características abaixo são interessantes para o profissional desta área:
Para ser um oftalmologista é necessário possuir diploma de curso superior em Medicina, com duração de seis anos, e posterior especialização (equivalente à pós-graduação) e residência na área de Oftalmologia de alguma instituição de saúde, de no mínimo dois anos ou realizar estágio em instituição reconhecida, com duração de três anos. É imprescindível que o curso escolhido seja de qualidade e reconhecido pelo MEC (Ministério de Educação e Cultura). O curso de Medicina engloba matérias como: anatomia e fisiologia dos diferentes sistemas do corpo humano, biologia, bioquímica, biologia molecular, genética, patologia, medicina preventiva, farmacologia, epidemiologia, psicologia médica, ente muitas outras matérias que tratam de todos os sistemas do corpo e especializações da medicina. É importante que o profissional se atualize constantemente por meio de cursos, congressos, palestras e workshops, para se manter sempre informado sobre novos métodos e técnicas de tratamentos e diagnóstico.
O oftalmologista trabalha na área clínica ou hospitalar, seja da rede pública ou privada. Algumas das principais sub-especialidades que este profissional pode seguir:
O mercado de trabalho para o profissional da saúde sempre é amplo. A precariedade da saúde pública faz com que haja constante necessidade de profissionais para servir a população. A rede particular também demanda muitos profissionais, principalmente na área de estudos e pesquisas. O importante para se destacar no mercado é a constante atualização por meio de cursos, pois a área da saúde apresenta grande campo de trabalho e especializações sempre são um diferencial.
A oftalmologia foi
um dos primeiros ramos da medicina a ser tratado como especialidade independente.
Os antigos egípcios já estudavam o órgão da visão,
mas a oftalmologia clínica começou realmente com os gregos. Hipócrates
e seus alunos estudaram minuciosamente as doenças oculares. Datam dessa
época as primeiras descrições anatômicas do olho. A
oftalmologia romana foi herdeira direta da medicina grega e, particularmente,
da escola de Alexandria. Entre os árabes, teve grande importância
a obra Dez tratados sobre o olho, de Hunayn ibn Ishaq.
Na Idade Média,
a oftalmologia era praticada principalmente de forma itinerante, por indivíduos
com conhecimentos rudimentares sobre o assunto. No século XVII, os progressos
na área se aceleraram. Kepler, Descartes e Christoph Scheiner descobriram
as características da refração ocular, em especial a acomodação
e a inversão da imagem retiniana. No século XVIII, descobriu-se
que o cristalino era a sede da catarata. Outros progressos cirúrgicos realizaram-se
no mesmo século: o primeiro cateterismo das vias lacrimais foi feito em
1714 por Dominique Anel, e em 1737 John Taylor praticou a primeira intervenção
cirúrgica para corrigir o estrabismo. As primeiras descrições
de deficiências visuais incluíam o glaucoma (1750), a cegueira noturna
(1767), a cegueira para as cores (1794) e o astigmatismo (1801).
O primeiro
curso formal de oftalmologia foi ministrado na Universidade de Göttingen,
em 1803, dois anos antes de ser aberta a primeira clínica de olhos, com
ênfase no ensino. A invenção do oftalmoscópio (1851),
aparelho que serve para observar o interior do olho, atribuída a Hermann
Von Helmholtz, permitiu relacionar deficiências visuais a estados patológicos
internos. Os avanços ópticos obtidos pelo médico holandês
Frans Cornelis Donders, em 1864, permitiram criar o moderno sistema de prescrição
e adaptação de óculos para deficiências visuais específicas.
A
primeira metade do século XX foi marcada por inovações no
campo cirúrgico, como a criada por Jules Gonin para corrigir o descolamento
de retina. Allvar Gullstrand e Alfred Vogt inventaram uma lâmpada que permite
observações microscópicas do segmento anterior do olho (córnea,
íris e outros componentes). Após a segunda guerra mundial, os progressos
se aceleraram. Novos métodos de exame, como o eletrorretinograma, a ecografia,
a gonioscopia e a tonografia eletrônica, forneceram diagnósticos
mais seguros. Os avanços se deram principalmente no campo da prevenção
de doenças oculares por meio da realização de exames regulares
e do tratamento precoce de deficiências visuais congênitas. Criaram-se
também os bancos de olhos, que facilitaram a obtenção de
córneas para transplantes.
No final do século XX, as técnicas
microcirúrgicas obtiveram resultados satisfatórios em intervenções
antes complexas, como a queratoplastia (cirurgia plástica da córnea)
e a goniotomia, operação que possibilita a correção
do glaucoma em grande número de casos. Entre os progressos mais notáveis
da moderna oftalmologia estão também os métodos de colocação
de lentes acrílicas na córnea e as cirurgias corretivas que utilizam
ecografia e raios laser.
Fonte:
Intervox
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