Técnicos de óptica e de laboratório de produtos oftálmicos são profissionais especializados em interpretar corretamente o receituário do oftalmologista, produzir lentes, montar óculos, adaptar lentes de contato, consertar e cuidar da manutenção de óculos e lentes e orientar o cliente final em relação à escolha da melhor armação e tipo de lentes adequadas a cada caso. É comum, muitas pessoas confundirem os termos oculista e oftalmologista, o oftalmologista é o médico especialista da visão, já o oculista é o profissional responsável da ótica, portanto, este não pode prescrever receitas médicas, apenas interpretá-las e orientar o cliente.
Para um oculista, paciência e meticulosidade são características essenciais e que fazem a diferença nessa profissão.
Características desejáveis:
Para ser um oculista é necessário o diploma do curso técnico, cuja duração varia de acordo com o currículo e que pode ser cursado paralelamente ou após a conclusão do ensino médio. O curso inclui estágio obrigatório. Como esta é uma área que trabalha com tecnologia de última geração, em constante e rápido desenvolvimento, é importante bons conhecimentos em inglês, para que o profissional possa acompanhar os lançamentos de novos materiais e produtos, geralmente desenvolvidos no exterior.
As atividades desenvolvidas dependem do tipo de empresa em que o profissional trabalha:
O mercado de trabalho para oculistas está concentrado no setor privado. Estatísticas informais apontam que, embora grande parte da população brasileira necessite de algum tipo de correção visual, apenas uma pequena parcela efetivamente corrigem os problemas, portanto a necessidade de encontrar profissionais dessa área é muito grande. As óticas precisam dos técnicos para assinar como responsáveis pelo estabelecimento perante a vigilância sanitária e o centro de adaptação de lentes de contato, e carimbar receitas médicas enviadas aos laboratórios.
A história
dos óculos começa 500 anos aC. com algumas referências em
textos do filósofo chinês Confúcio. No entanto, como suas
lentes não tinham graus, durante séculos eles foram usados apenas
como adorno ou como forma de discriminação social, principalmente
para os doentes mentais.
As primeiras lentes corretivas surgiram no século
I d.C. e pedras semi-preciosas como o berilo e o cristal de rocha cortadas em
camadas finas foram as primeiras lentes de aumento para perto. Mais tarde, passaram
a ser usadas sobre os olhos e se transformaram na primeira forma de lentes corretivas.
O
primeiro par de lentes, com aros grandes de ferro unidos por rebites, foi descoberto
na Alemanha em 1270. Parecido com um compasso, permitia que fosse ajustado sobre
o nariz, mas ainda não trazia hastes de suporte.
Ainda no mesmo século,
um modelo semelhante foi criado em Florença e fez bastante sucesso. Por
isso, os italianos ganharam fama como os inventores dos óculos. Porém,
foram necessários mais dois ou três séculos de pesquisas para
que se conseguisse um modelo seguro e confortável.
No século
15, os modelos Pince-nez e Lornhons eram os mais usados. O primeiro não
tinha hastes e era ajustado apenas no nariz. Já os Lornhons vinham com
uma haste lateral para ser colocado em frente aos olhos.
As hastes fixas apoiadas
sobre as orelhas só surgiram no século 17, mas mesmo assim os modelos
sem hastes continuaram a ser usados até o início do século
20, quando então foram sendo substituídos pelos modelos Numont com
aros superiores ou inferiores finos e leves. Sua versão mais moderna é
sucesso até hoje.
O uso do plástico e seus derivados na fabricação
de armações e o avanço da tecnologia para a produção
de lentes melhores e mais finas, ampliaram muito as possibilidades do design de
óculos em geral. Atualmente é possível encontrar uma enorme
variedade de modelos em muitos materiais, tamanhos e cores.
Fonte:
site Moda almanaque
Comentários desta matéria:
AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do portal Brasil Profissões. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, os direitos de terceiros, a moral e os bons costumes. O Brasil Profissões poderá remover, sem aviso prévio, comentários postados que não respeitem os critérios descritos neste aviso.