O obstetra é o médico que estuda a reprodução da mulher e investiga sua paciente durante a gestação, parto e pós-parto nos seus aspectos fisiológicos e patológicos. Além disso, este profissional é especialista em cuidar do desenvolvimento do feto e dar assistência à mulher nesse período da gravidez, através dos exames pré-natal. Alguns casos não participam de todo o trabalho de parto, deixando às vezes esse acompanhamento para as enfermeiras dos hospitais ou uma enfermeira da equipe particular. Este é um médico de muita confiança para sua paciente o que faz com que ela traga assuntos que não têm ligação com a consulta, e ele precisa estar sempre preparado para dar esse tipo de suporte.
Para ser um obstetra, além de todo o conhecimento adquirido na faculdade de medicina, também é necessário que o profissional entenda de psicologia, principalmente a da mulher, para assim se integrar cada vez mais em outras questões que a paciente leve em suas consultas e até ajudar no caso de depressão pós-parto. Além disso, outras características interessantes são:
Para ser um obstetra é necessário possuir diploma de curso superior em Medicina, com duração de seis anos, e posterior especialização (equivalente a pós-graduação) e residência na área de Ginecologia e Obstetrícia de alguma instituição de saúde com duração de três anos. Alternativamente pode-se prestar concurso promovido pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). É imprescindível que o curso escolhido seja de qualidade e reconhecido pelo MEC (Ministério de Educação e Cultura). O curso de Medicina engloba matérias como: anatomia e fisiologia dos diferentes sistemas do corpo humano, biologia, bioquímica, biologia molecular, genética, patologia, medicina preventiva, farmacologia, epidemiologia, psicologia médica, ente muitas outras matérias que tratam de todos os sistemas do corpo e especializações da medicina. É importante que o profissional se atualize constantemente por meio de cursos, palestras e workshops, para se manter sempre informado sobre novos métodos e técnicas de tratamentos e diagnóstico.
O obstetra trabalha sempre com mulheres e podem realizar partos em domicílio, hospitais ou clínicas. Esse profissional pode trabalhar de duas formas:
O mercado de trabalho para o profissional da saúde sempre é amplo, principalmente nessa área onde a taxa de natalidade é alta. A precariedade da saúde pública faz com que haja constante necessidade de profissionais para servir a população. O importante para se destacar no mercado é a constante atualização por meio de cursos e palestras, pois a área da saúde apresenta grande campo de trabalho e especializações sempre são diferenciais.
História
da Obstetrícia
A obstetrícia, enquanto conjunto de práticas
tecnológicas, teve sua origem no conhecimento acumulado pelas parteiras,
sendo a participação destas predominantemente feminina. Desconhece-se
registros na literatura feitos pelas parteiras em relação aos primórdios
da sua prática. Um dos paradigmas que existiam na assistência ao
parto era que a parturição se devia a um processo natural, fazendo
com que, por muito tempo, a prática médico-cirúrgica permanecesse
latente, bem como a participação masculina no parto (OSAVA &
TANAKA, 1997). O nascimento da obstetrícia sob tutela cirúrgica
direcionou um saber mais voltado para a técnica, como a sutura e a drenagem,
deixando de lado as particularidades da gestação e do parto. O fórcipe
obstétrico foi o evento influenciador na aceitação da obstetrícia
como uma área técnica e científica, onde foi incorporado
o conceito de que o parto era perigoso e a presença de um médico
era imprescindível, inaugurando o estopim da disputa profissional entre
médicos e parteiras. No imaginário do homem comum, instalava-se
a noção de que é possível "comandar o nascimento"
(OSAVA &MAMEDE, 1995). No Brasil, o declínio da prática da parteira
no final do século XIX ocorreu quando se instalou o paradigma médico
de que a atenção ao parto é estritamente intervencionista,
cirúrgico. A partir daí, a profissional de enfermagem passou por
várias designações - parteira, obstetriz, enfermeira obstetra
- que reflete a inconstância que a profissão passou durante os últimos
anos (OSAVA & TANAKA, 1997).
Fonte:
Hospital Virtual Brasileiro
Comentários desta matéria:
AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do portal Brasil Profissões. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, os direitos de terceiros, a moral e os bons costumes. O Brasil Profissões poderá remover, sem aviso prévio, comentários postados que não respeitem os critérios descritos neste aviso.