Maestro, regente ou condutor, é o profissional que trabalha regendo e dando unidade a um grande contingente de sons instrumentais ou vocais. O maestro conduz os músicos para que todos sigam o tempo, a harmonia e a marcação, fazendo cumprir a partitura em conjunto. O maestro tem a responsabilidade de não deixar que a dinâmica musical se perca, quando executada em conjunto, seguindo sempre a métrica musical.
Para ser um maestro é necessário que o profissional tenha um grande interesse musical, e esteja sempre disposto a se atualizar, além de observar o trabalho de outros maestros e compositores. Outras características interessantes são:
Não existe formação necessária para ser um maestro. Muitos dos mais famosos maestros não possuíam cursos, mesmo porque o curso de bacharelado e licenciatura em Música é recente. Porém, atualmente, é muito interessante que o profissional faça cursos para se diferenciar e se destacar no mercado de trabalho. Na área da música de orquestra, a técnica é fundamental, mas o mais importante é conseguir aliar a técnica à criatividade, típica de músicos populares.
O maestro é um personagem típico da cultura da música erudita, porém, hoje em dia é cada vez mais comum que novos estilos e tipos musicais se fundam. Também muitos maestros trabalham com a cultura popular. A música erudita é baseada na técnica, e a música popular é, marcadamente, baseada na criatividade. O ideal é que o maestro, para poder se considerar completo, consiga absorver esses dois conceitos e fundi-los, de modo a garantir a harmonia da música, qualquer que seja seu estilo.
O mercado de trabalho para o profissional regente de orquestra, infelizmente, é pequeno no Brasil, pois a cultura musical erudita não é tão incentivada como deveria. Porém, existem muitos projetos sociais que estão começando, e trazem a música como elemento de atração do interesse dos jovens e de inclusão social. É muito importante que diferentes tipos de cultura, como a musical, faça parte da vida das pessoas, e que esse setor profissional seja mais encorajado e incentivado, pois o Brasil é um país de fortes laços culturais, que tem muitos talentos a oferecer nessa área.
Na época cultural
do Classicismo e do Barroco, por volta dos séculos XVI e XVII, não
havia a necessidade de se ter um maestro, pois as orquestras e corais eram pequenos,
o que permitia que os músicos se entreolhassem e não perdessem a
dinâmica da música. Quando não era possível essa troca
de olhares, a função de coordenação da dinâmica
musical era do músico mais visível, geralmente o primeiro violinista.
A
figura do maestro, ou regente, do jeito que conhecemos hoje, surgiu no Romantismo
musical, época em que as orquestras e corais tomaram grandes dimensões.
Uma das maiores evoluções da maestria foi a marcação
da métrica musical (do tempo da música) pela batida de um bastão
no chão, o que atrapalhava o andamento da música, a partir daí
os maestros começaram a marcar o tempo musical pelo movimento das mãos
e braços.
A introdução da vareta como instrumento de
trabalho de um maestro foi feita por Carl Maria Von Weber, e a essa vareta deu-se
o nome de batuta.
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