Gerentes de vendas ou comerciais são profissionais responsáveis por gerenciar as vendas de uma instituição, conquistar clientes e aumentar o faturamento das empresas. Comandam equipes de vendas que em grandes empresas podem chegar a ter 40 vendedores. Elaboram estratégias, estabelecendo metas para o crescimento das vendas e políticas de promoções em conjunto com gerentes e diretores de outras áreas. Em instituições financeiras, oferecem ao cliente os produtos que mais se adaptam às suas necessidades e que garantem boa rentabilidade; analisam o potencial de retorno e risco envolvido na relação com o cliente, dando elementos para que uma equipe que inclui outros profissionais da instituição, inclusive analistas de crédito, estabeleça o volume e os limites de crédito para aquele cliente.
Esse profissional precisa ter espírito de liderança e de equipe, capacidade motivacional, carisma e flexibilidade para saber negociar.
Gerentes comerciais ou de venda são profissionais experientes que, em geral, começam como vendedores, talentosos e competentes, e depois são promovidos. Mesmo não sendo obrigatório, além da experiência, o mercado vem exigindo, em muitos casos, diploma de curso universitário em áreas como administração de empresas, economia, marketing, direito, contabilidade. Atualização constante através de cursos oferecidos por empresas e instituições, como os de gerenciamento, técnicas de venda, informática, relações com o cliente, estatística e controle de qualidade são também requisitos importantes. O domínio de computadores e da Internet é fundamental no caso de comércio eletrônico.
Gerentes comerciais têm como principais atividades:
Estes profissionais atuam em empresas
que vendam algum tipo de produto ou serviço, de qualquer setor, seja comércio,
indústria ou serviços.
Normalmente adquirem com o tempo experiência
em algum produto ou serviço em específico e acabam por se especializar
na venda do mesmo. Em alguns casos podem migrar de setor por haver alguma semelhança
no mercado e no tipo de venda, mas sempre é útil um treinamento
específico para ter prospecção do que se vende.
Estes são profissionais estratégicos dentro da empresa. Em qualquer cenário econômico eles são fundamentais, para manter ou aumentar a participação da empresa no mercado, tanto para empresas do setor público ou privado. Um mercado enorme surgiu com a Internet, criando a figura do gerente de comércio eletrônico. Quanto mais competitivo se torna o mercado, mais importância ganha o profissional de vendas. O investimento da empresa num gerente de vendas bem qualificado e treinado é totalmente compensado pela redução do risco de perda de clientes para a concorrência e do custo de recrutamento, seleção e treinamento de novos profissionais. Num país emergente como o Brasil, as possibilidades de crescimento desse profissional são muito grandes, especialmente diante do aumento da concorrência, resultado do processo de globalização. Nesse cenário, leva vantagem a empresa que pode contar com um gerente de vendas criativo e agressivo. Apesar do quadro otimista, gerentes de vendas em grande parte são formados dentro da própria empresa, sendo promovidos ao cargo depois de um período como vendedores ou supervisores de vendas - as vagas para os que estão fora do mercado, portanto, não estão em expansão. Para os gerentes comerciais de instituições financeiras, o mercado é promissor, mas extremamente competitivo. O mercado expandiu com a entrada de bancos estrangeiros e o aumento dos negócios resultante do processo de privatização no país, mas, ao mesmo tempo, tornou-o mais exigente, fazendo com que este profissional se torne cada vez mais qualificado.
No Brasil
colonial, o comércio era considerado profissão menos digna. Mas,
por ocasião da independência, em 1822, havia no país fortes
redes inglesas de comércio. Em meados do século passado, já
era o comércio que fazia crescer as cidades.
No início do século
XX, muitos fazendeiros de São Paulo, como os Prado e os Álvares
Penteado, haviam se tornado também industriais e comerciantes. Nas décadas
seguintes, a imigração povoou as fachadas das lojas paulistanas
com sobrenome de dezenas de nacionalidades. O comércio conquistou lugar
crescente na vida econômica e social. Cresceu com ele. Em 1985, a cidade,
com 6,5% da população do país, tinha 12,5% (464 mil) empregados
no comércio e 8,4% (60 mil) dos estabelecimentos comerciais, que concentravam
16% do valor da receita de todo o comércio brasileiro.
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