A gerência de riscos é um conjunto de técnicas que visa reduzir ao mínimo os riscos e perdas acidentais, envolvendo os processos de planejamento, organização, direção e controle dos recursos humanos e materiais da organização. O seguro é um contrato estabelecido entre o segurador e o segurado, pelo qual um bem, material ou imaterial, fica assegurado, sendo imposta ação indenizatória, caso aconteça algum acidente com o mesmo. Na área de seguros, o gerente de riscos trabalha analisando e colhendo informações sobre a situação do bem em questão, prevendo, assim possíveis ocorrências. Esse profissional organiza diretamente a elaboração de estratégias para identificar riscos e co planejamento da política de aceitação desses riscos. É de responsabilidade desse profissional estabelecer o valor do seguro de modo a tentar minimizar os prejuízos, sempre visando a cobertura dos possíveis sinistros (riscos materializados), tendo em vista também o valor de mercado.
Para ser um gerente de riscos é necessário que o profissional tenha interesse pelas ciências exatas, sobretudo pela matemática. Outras características interessantes são:
Para ser um gerente de riscos é necessário que o profissional possua um diploma de curso superior em uma das áreas que são intimamente ligadas com a de seguros, como por exemplo, os cursos de ciências contábeis, administração, economia, engenharia ou ciências atuariais. Este último curso, o de ciências atuariais, é muito visado atualmente pelos candidatos à trabalhar com seguros, pois a grade curricular se mostra completa, sendo composta por matérias que abordam conceitos de administração, de economia, de contabilidade, além de matérias que abordam mais à fundo a área de seguros e previdência, com o objetivo de formar, assim um profissional com uma base mais ampla que seja capaz de calcular os riscos e suas conseqüências econômicas. Para chegar ao cargo de gerência é necessário que o profissional comece na empresa por cargos mais baixos, fato que também colabora para sua formação, dando assim oportunidade para que ele conhece todas as fases dos seguros.
Um gerente de riscos pode trabalhar em todos os tipos de empresas, mas especificamente o gerente de riscos da área de seguros trabalha, geralmente, em uma seguradora, juntamente com uma equipe especializada. Pode também trabalhar em instituições financeiras como bancos na área de previdência ou capitalização. Esse profissional exerce um papel muito importante dentro da empresa, pois é ele quem fica responsável pelo dimensionamento dos riscos, e pela elaboração de uma estratégia para minimizá-los ou eliminá-los.
O mercado de trabalho para esse profissional está em alta, principalmente pelo crescimento na área securitária e de previdência, isso porque o brasileiro, de uns tempos para cá, passou a se preocupar mais com seu futuro e de sua família, portanto a procura pelos seguros cresce cada vez mais.
Não existe, ao certo, uma data para
a invenção desse contrato denominado seguro, porém, existem
indícios de que na Babilônia, no século 23 a.C., caravanas
de cameleiros, comerciantes que cruzavam o deserto, dividiam entre si os prejuízos
pela perda de animais durante a travessia. Existem indícios, também,
da existência de seguros rudimentares na China antiga e no Império
Romano, aonde através de associações, os comerciantes mutualizavam
as perdas ocorridas.
A cobertura dos riscos passou a ter grande importância
com o Renascimento e as Grandes Navegações, quando os valores investidos
começaram à crescer vertiginosamente. Nessa época, era comum
o uso de um mecanismo chamado de "Contrato de dinheiro e risco marítimo",
que consistia no empréstimo de fundos a um navegador nos seguintes termos:
no caso de sucesso na expedição, o valor cobrado seria maior; no
caso de perda de cargas e navios, a dívida era perdoada. Desses tipos de
mecanismos e contratos, especialmente marítimos que surgiu o controle de
riscos. O mercado securitário cresceu bastante e ganhou muitos novos produtos,
principalmente terrestres na época do "Grande incêndio de Londres",
em 1666, que gerou enormes prejuízos quando destruiu quase 25% da cidade.
O
seguro chegou no Brasil há apenas 200 anos, na ocasião da vinda
da família real portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808. A primeira seguradora
brasileira chamava-se Companhia de Seguros Boa Fé, e inicialmente, visava
o comércio marítimo.
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