Gastrônomo é o profissional que se ocupa do refinamento das refeições, sejam alimentos ou bebidas. A gastronomia é um campo mais amplo que a culinária, justamente por não tratar só da preparação dos pratos, além disso, o gastrônomo deve cuidar da preparação do cardápio, selecionar ingredientes, escolher as bebidas que acompanham os pratos, garantir a boa apresentação do prato e do ambiente. O gastrônomo também deve dominar a arte de combinar ingredientes e elaborar pratos, mas, além disso, deve saber gerenciar e administrar uma cozinha controlando seus gastos, cuidando da negociação com os fornecedores, do pedido de produtos necessários, do armazenamento do estoque e coordenando o trabalho dos seus assistentes e auxiliares.
Para ser um gastrônomo é necessário que o profissional entenda e goste da preparação dos alimentos e do gerenciamento de um estabelecimento, cuidando tanto da parte estética quanto da administrativa. Outras características interessantes são:
Para ser um gastrônomo é necessário diploma de graduação em Gastronomia, que, geralmente tem a duração de dois a três anos. É um curso técnico, onde a maioria das aulas são práticas e os alunos passam muito tempo na cozinha com o objetivo de aperfeiçoar o manuseio dos equipamentos, dos alimentos e de receber orientação higiênica. Além disso, o aluno tem aulas de marketing, de administração e de organização de eventos e banquetes. Existem também cursos de especialização que podem ser feitos depois do curso, como o de Confeitaria e Panificação, de especialização em vinhos, em comidas típicas de diferentes regiões, em sobremesas, e muitos outros que ajudam a complementar o currículo do profissional. O domínio sobre uma língua estrangeira também é importante para que o profissional se destaque no mercado de trabalho.
O profissional pode trabalhar em diversos estabelecimentos ligados à área alimentícia. Os mais comuns são:
O mercado de trabalho para o profissional da gastronomia é amplo, pois o setor alimentício ganha força com o crescimento das cidades e com o desenvolvimento da economia. Para se destacar no mercado de trabalho é necessário que o profissional tenha interesse em se atualizar constantemente por meio de cursos, palestras e treinamentos. A especialização em alguma área da culinária também é recomendável, além do domínio sobre um idioma estrangeiro.
Ao longo da evolução da sociedade, a alimentação passou por várias etapas, sendo vista pelos povos de diferentes formas. Após a Revolução Neolítica, quando o homem passou de caçador e coletor para agricultor, com a descoberta de técnicas agrícolas, a fixação a terra trouxe maior abundância de sabores. Tal fato desencadeou um crescimento demográfico e a conseqüente migração de pessoas para áreas não ocupadas com o objetivo de explorá-las. Nesse contexto as duas grandes exceções foram o Egito e a Mesopotâmia que se situavam em áreas muito férteis, graças aos rios que por ali passavam (Nilo no Egito e Tigre e Eufrates na Mesopotâmia).
Foi assim que surgiu a forma mais primitiva de comércio, a base de trocas, pois as pessoas tinham que complementar suas alimentação com produtos que não produziam, portanto trocavam. Logo, o homem percebeu que podia associar ervas e plantas aromáticas aos alimentos para dar-lhes sabor e facilitar a conservação. Por isso, a busca pelas especiarias foi um dos grandes objetivos do final da Idade Média e início da Idade Moderna. As grandes navegações, com objetivo de chegar as Índias movimentaram a economia nessa época e possibilitaram o descobrimento de muitas outras regiões.
Muitos gênios conhecidos também se voltaram a culinária, como Leonardo da Vinci, que inventou vários acessórios de cozinha, como o esmagador de alho, e regras de etiqueta, além de muitas novas receitas.
Jean Anthelme Brillat – Savarin, em 1825, escreveu o primeiro tratado de gastronomia da história, a “Fisiologia do Paladar”, que considerava a gastronomia como arte ou ciência.
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