O diplomata é o profissional que trata da diplomacia entre os países, ou seja, ele representa o seu país diante de outros governos. A função principal desse profissional é informar, negociar e representar. O diplomata é responsável por acompanhar o rumo das discussões ou negociações internacionais e conduzir as relações exteriores de um país, Estado ou sujeito de direito internacional. O profissional é preparado para tratar dos mais variados temas, como por exemplo, paz, segurança, normas de comércio e relações econômicas e financeiras, direitos humanos, meio ambiente, tráfico de rogas, fluxos migratórios, estabelecimento de relações amigáveis entre Estados e de cooperação entre os parceiros externos, entre outros. As relações diplomáticas estão definidas no plano internacional pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961 (CVRD).
Para ser um diplomata é preciso que o profissional seja muito instruído, conheça a cultura dos outros países, bem como da situação das relações internacionais. Nessa carreira, o inglês é imprescindível. O domínio sobre outros idiomas também é muito é recomendável. Outras características interessantes são:
Para ser um diplomata, é necessário que o profissional possua diploma de graduação em algum curso superior. Após o término do curso, o candidato tem que ser aprovado no Concurso de Admissão do Instituto Rio Branco (IRBR). A partir daí, o profissional ingressa na carreira diplomática como Terceiro-Secretário, e assim, os próximos cargos são: Segundo-Secretário, Primeiro-Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe e Ministro de Primeira Classe (Embaixador). O treinamento e o aprendizado durante a carreira é intenso e contínuo, e o curso do IRBR engloba inúmeros cursos, palestras, workshps, estágios obrigatórios, etc. Pois um representante do Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores, órgão responsável por auxiliar o Presidente na formulação das diretrizes da política externa) tem a responsabilidade de aplicar os conceitos de diplomacia pública em prol da melhoria da relação brasileira no exterior.
O papel do Itamaraty no cenário internacional é:
O diplomata trabalha sempre com as relações internacionais, podendo tratar dos mais diversos assuntos, como segurança, paz, relações comerciais e financeiras, representação e promoção cultural de um Estado, direitos humanos, meio ambiente, negociações internacionais, tráfico de drogas entre países, etc. O direito de legação ativo é o direito que um estado ou organização internacional tem de enviar seus representantes à outros territórios em missões diplomáticas. As missões diplomáticas são constituídas por um grupo de funcionários que representam um Estado, no território de um outro, com o objetivo de participar de conversas e negociações internacionais. As missões podem ter três níveis:
O mercado de trabalho para o profissional da diplomacia é grande e tem se ampliado cada vez mais, com a maior inserção do Brasil no cenário mundial. As mudanças nas relações internacionais estão ocorrendo de forma cada vez mais acelerada e intensa, por isso costuma-se dizer que a diplomacia é uma carreira bem atual, por tratar sempre com as relações internacionais atuais, inseridas no contexto histórico.
As relações diplomáticas existem há muito tempo, mas começaram a se definir com as cidades-estado da Antigüidade clássica. Nessa época, os diplomatas eram sempre enviados com um objetivo específico, e retornavam com a conclusão do caso. Os primeiros registros existentes das relações diplomáticas são de apocrisiários, ou seja, funcionários enviados pelo papa ou por outros funcionários da Igreja com o objetivo de negociar com Bizâncio. Os procuradores, que eram representantes dos soberanos europeus junto ao papa também eram considerados diplomatas. A diplomacia moderna teve sua origem nos Estados da Itália setentrional, na época do Renascimento, com as primeiras missões diplomáticas no séc XIII. A partir daí a diplomacia começou a crescer e ganhar força no mundo conhecido, até que em 1815, no Congresso de Viena, criou-se um sistema de precedência diplomática, que após anos de discussões, foi regulado pelo art 16 da CVRD, no século XX.
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