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16/08/2010

Cancerologista ou Oncologista

"Médico que trata ou estuda o câncer"
Fonte: Dicionário Michaelis

O que é ser um cancerologista?

O cancerologista, também chamado de oncologista no Brasil, é o médico especializado no estudo das neoplasmas (tumores malignos) e de como essas doenças se desenvolvem no organismo. Este profissional que acompanha clinicamente o paciente com câncer e tem a capacidade de prevenir, diagnosticar, tratar a doença e definir o melhor acompanhamento psicológico ao paciente. Existem variações em relação ao tipo de câncer e cabe ao cancerologista indicar o tratamento específico: cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e até a combinação de tratamentos.

Quais as características desejáveis para ser um cancerologista?

Para ser um cancerologista, além de todo o conhecimento adquirido na faculdade de medicina, também é necessário que o profissional entenda de psicologia humana, para dar todo o apoio emocional e psíquico ao paciente com câncer e seus familiares. Além disso, outras características interessantes são:

  • gosto pela medicina e pelas ciências biológicas
  • interesse pelos sistemas do corpo humano
  • responsabilidade
  • metodologia
  • sensibilidade
  • capacidade de organização
  • capacidade de observação
  • disponibilidade permanente para o estudo e pesquisas
  • facilidade para lidar com as pessoas
  • paciência
  • autocontrole
  • capacidade de diagnóstico
  • flexibilidade
  • dinamismo

Qual a formação necessária para ser um cancerologista?

Para ser um cancerologista é necessário possuir diploma de curso superior em Medicina, com duração de seis anos, e posterior especialização (equivalente à pós-graduação) e residência na área de Cancerologia de alguma instituição de saúde, de no mínimo dois anos ou realizar estágio em instituição reconhecida, com duração de três anos. É imprescindível que o curso escolhido seja de qualidade e reconhecido pelo MEC (Ministério de Educação e Cultura). O curso de Medicina engloba matérias como: anatomia e fisiologia dos diferentes sistemas do corpo humano, biologia, bioquímica, biologia molecular, genética, patologia, medicina preventiva, farmacologia, epidemiologia, psicologia médica, ente muitas outras matérias que tratam de todos os sistemas do corpo e especializações da medicina. É importante que o profissional se atualize constantemente por meio de cursos, palestras e workshops, para se manter sempre informado sobre novos métodos e técnicas de tratamentos e diagnóstico.

Principais atividades

  • realizar consulta com o paciente para observar o estado geral da saúde, antes de qualquer coisa
  • perguntar também ao paciente a respeito de antecedentes familiares ou doenças que ele já teve
  • tratar neoplasias
  • prescrever o tratamento adequado: quimioterapia, hormonioterapia, imunoterapia, etc.
  • analisar queixas dos pacientes
  • alertar sobre a prevenção e diagnóstico precoce do câncer
  • solicitar e analisar exames de rotina
  • corrigir a alimentação e sugerir atividades físicas
  • prescrever os remédios com base nos resultados dos exames
  • instruir os familiares ou acompanhantes do modo mais eficiente de realizar o tratamento
  • avaliar também o lado psicológico do paciente, e, se necessário encaminhá-lo à ala psicológica
  • marcar consultas periodicamente
  • trabalhar em equipes multidisciplinares de pesquisa e tratamento

Áreas de atuação e especialidades

O cancerologista trabalha na área clínica ou hospitalar, seja da rede pública ou privada. Este profissional pode escolher entre três sub-especialidades:

  • Cancerologia pediátrica: área que cuida do tratamento do câncer em crianças.
  • Cancerologia Clínica: especialidade médica que se ocupa do tratamento clínico das patologias tumorais em geral.
  • Cancerologia cirúrgica: especialidade médica que se ocupa do tratamento cirúrgico das patologias tumorais.

Mercado de trabalho

O mercado de trabalho para o profissional da saúde sempre é amplo. A precariedade da saúde pública faz com que haja constante necessidade de profissionais para servir a população. A rede particular também demanda muitos profissionais, principalmente na área de pesquisas científicas, em relação à cura do câncer. O importante para se destacar no mercado é a constante atualização por meio de cursos, pois a área da saúde apresenta grande campo de trabalho e especializações sempre são um diferencial.

Curiosidades

A história do INCA (Instituto Nacional do Câncer) começa na década de 30, com a reorientação da política nacional de saúde, devido ao aumento da mortalidade por doenças crônico-degenerativas, inclusive o câncer. Em 13 de janeiro de 1937, o Presidente Getúlio Vargas assina o decreto de criação do Centro de Cancerologia no Serviço de Assistência Hospitalar do Distrito Federal, no Rio de Janeiro. Para o cargo de diretor é nomeado o Dr. Mário Kroeff, um dos pioneiros da pesquisa e tratamento do câncer no Brasil. As instalações do Centro seriam inauguradas pouco mais de um ano depois, em 14 de maio de 1938, com 40 leitos, um bloco cirúrgico, um aparelho de raios-X e outro de radioterapia.
Buscando-se desenvolver uma política nacional de controle do câncer, em 1941 é criado o Serviço Nacional de Câncer - SNC e, três anos mais tarde, o Centro de Cancerologia transforma-se no Instituto de Câncer, órgão de suporte executivo daquele Serviço. No seu início, o SNC enfrentaria sérios percalços, passando a funcionar em instalações inadequadas até ser transferido, em 1946, para o Hospital Gaffrée e Guinle.
Em 1961, é aprovado o novo regimento do Instituto, reconhecendo-o oficialmente como Instituto Nacional de Câncer e atribuindo-lhe novas competências nos campos assistencial, científico e educacional. Segue-se uma fase áurea para a instituição, marcada, inclusive, por seus programas de formação de recursos humanos especializados, para todo o país, e pela ampliação das suas instalações, na Praça Cruz Vermelha.
Os primeiros anos da década de 80 marcariam o início de um período de crescimento e recuperação do INCA, como órgão fundamental para a política de controle do câncer no Brasil. Em 1980, o INCA passa a receber recursos financeiros através da CNCC, como resultado do processo de co-gestão acordado entre o Ministério da Saúde e o da Previdência e Assistência Social, o que permitiu, em apenas dois anos, duplicar a prestação de serviços médicos pelo INCA.
Em 1990, com a promulgação da Lei Orgânica da Saúde, a lei que cria o SUS (Sistema Único de Saúde), novo impulso é dado ao INCA, ao ser incluído especificamente nessa Lei, em seu Artigo 41, como órgão referencial para o estabelecimento de parâmetros e para a avaliação da prestação de serviços ao SUS. Nos anos seguintes, em 1991, 1998 e 2000, decretos presidenciais ratificariam a função do INCA como o órgão governamental responsável por assistir o Ministro da Saúde na formulação da política nacional de prevenção e controle do câncer (PNPCC) e como seu respectivo órgão normativo, coordenador e avaliador.
Uma crise administrativa em 2003, deixa as Unidades Assistenciais do Instituto parcialmente desabastecidas. A mobilização dos funcionários do INCA e a rápida interferência do Ministério da Saúde restabelecem a normalidade no atendimento aos pacientes, mas resultam também em mudanças nos processos gerenciais. Sob nova direção, o INCA estabelece um novo modelo de gestão, mais participativa, baseada nos princípios da ética, transparência e responsabilidade social, comprometida com as premissas do Sistema Único de Saúde (SUS), de universalidade, eqüidade, integralidade e descentralização, com ampliação da garantia de qualidade de acesso aos serviços.
No ano de 2007, comemorou-se os 70 anos de criação do Instituto. Entre os eventos comemorativos, destaca-se a realização do 2º Congresso Internacional de Controle do Câncer.
Fonte: INCA - Instituto Nacional do Câncer

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