O cancerologista, também chamado de oncologista no Brasil, é o médico especializado no estudo das neoplasmas (tumores malignos) e de como essas doenças se desenvolvem no organismo. Este profissional que acompanha clinicamente o paciente com câncer e tem a capacidade de prevenir, diagnosticar, tratar a doença e definir o melhor acompanhamento psicológico ao paciente. Existem variações em relação ao tipo de câncer e cabe ao cancerologista indicar o tratamento específico: cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e até a combinação de tratamentos.
Para ser um cancerologista, além de todo o conhecimento adquirido na faculdade de medicina, também é necessário que o profissional entenda de psicologia humana, para dar todo o apoio emocional e psíquico ao paciente com câncer e seus familiares. Além disso, outras características interessantes são:
Para ser um cancerologista é necessário possuir diploma de curso superior em Medicina, com duração de seis anos, e posterior especialização (equivalente à pós-graduação) e residência na área de Cancerologia de alguma instituição de saúde, de no mínimo dois anos ou realizar estágio em instituição reconhecida, com duração de três anos. É imprescindível que o curso escolhido seja de qualidade e reconhecido pelo MEC (Ministério de Educação e Cultura). O curso de Medicina engloba matérias como: anatomia e fisiologia dos diferentes sistemas do corpo humano, biologia, bioquímica, biologia molecular, genética, patologia, medicina preventiva, farmacologia, epidemiologia, psicologia médica, ente muitas outras matérias que tratam de todos os sistemas do corpo e especializações da medicina. É importante que o profissional se atualize constantemente por meio de cursos, palestras e workshops, para se manter sempre informado sobre novos métodos e técnicas de tratamentos e diagnóstico.
O cancerologista trabalha na área clínica ou hospitalar, seja da rede pública ou privada. Este profissional pode escolher entre três sub-especialidades:
O mercado de trabalho para o profissional da saúde sempre é amplo. A precariedade da saúde pública faz com que haja constante necessidade de profissionais para servir a população. A rede particular também demanda muitos profissionais, principalmente na área de pesquisas científicas, em relação à cura do câncer. O importante para se destacar no mercado é a constante atualização por meio de cursos, pois a área da saúde apresenta grande campo de trabalho e especializações sempre são um diferencial.
A história do INCA (Instituto
Nacional do Câncer) começa na década de 30, com a reorientação
da política nacional de saúde, devido ao aumento da mortalidade
por doenças crônico-degenerativas, inclusive o câncer. Em 13
de janeiro de 1937, o Presidente Getúlio Vargas assina o decreto de criação
do Centro de Cancerologia no Serviço de Assistência Hospitalar do
Distrito Federal, no Rio de Janeiro. Para o cargo de diretor é nomeado
o Dr. Mário Kroeff, um dos pioneiros da pesquisa e tratamento do câncer
no Brasil. As instalações do Centro seriam inauguradas pouco mais
de um ano depois, em 14 de maio de 1938, com 40 leitos, um bloco cirúrgico,
um aparelho de raios-X e outro de radioterapia.
Buscando-se desenvolver uma
política nacional de controle do câncer, em 1941 é criado
o Serviço Nacional de Câncer - SNC e, três anos mais tarde,
o Centro de Cancerologia transforma-se no Instituto de Câncer, órgão
de suporte executivo daquele Serviço. No seu início, o SNC enfrentaria
sérios percalços, passando a funcionar em instalações
inadequadas até ser transferido, em 1946, para o Hospital Gaffrée
e Guinle.
Em 1961, é aprovado o novo regimento do Instituto, reconhecendo-o
oficialmente como Instituto Nacional de Câncer e atribuindo-lhe novas competências
nos campos assistencial, científico e educacional. Segue-se uma fase áurea
para a instituição, marcada, inclusive, por seus programas de formação
de recursos humanos especializados, para todo o país, e pela ampliação
das suas instalações, na Praça Cruz Vermelha.
Os primeiros
anos da década de 80 marcariam o início de um período de
crescimento e recuperação do INCA, como órgão fundamental
para a política de controle do câncer no Brasil. Em 1980, o INCA
passa a receber recursos financeiros através da CNCC, como resultado do
processo de co-gestão acordado entre o Ministério da Saúde
e o da Previdência e Assistência Social, o que permitiu, em apenas
dois anos, duplicar a prestação de serviços médicos
pelo INCA.
Em 1990, com a promulgação da Lei Orgânica
da Saúde, a lei que cria o SUS (Sistema Único de Saúde),
novo impulso é dado ao INCA, ao ser incluído especificamente nessa
Lei, em seu Artigo 41, como órgão referencial para o estabelecimento
de parâmetros e para a avaliação da prestação
de serviços ao SUS. Nos anos seguintes, em 1991, 1998 e 2000, decretos
presidenciais ratificariam a função do INCA como o órgão
governamental responsável por assistir o Ministro da Saúde na formulação
da política nacional de prevenção e controle do câncer
(PNPCC) e como seu respectivo órgão normativo, coordenador e avaliador.
Uma
crise administrativa em 2003, deixa as Unidades Assistenciais do Instituto parcialmente
desabastecidas. A mobilização dos funcionários do INCA e
a rápida interferência do Ministério da Saúde restabelecem
a normalidade no atendimento aos pacientes, mas resultam também em mudanças
nos processos gerenciais. Sob nova direção, o INCA estabelece um
novo modelo de gestão, mais participativa, baseada nos princípios
da ética, transparência e responsabilidade social, comprometida com
as premissas do Sistema Único de Saúde (SUS), de universalidade,
eqüidade, integralidade e descentralização, com ampliação
da garantia de qualidade de acesso aos serviços.
No ano de 2007, comemorou-se
os 70 anos de criação do Instituto. Entre os eventos comemorativos,
destaca-se a realização do 2º Congresso Internacional de Controle
do Câncer.
Fonte: INCA -
Instituto Nacional do Câncer
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