O militar é o profissional
que serve à uma das três Forças Armadas (Exército,
Marinha ou Aeronáutica) ou que serve as Forças de Segurança
dos Estados da Federação (bombeiros e policiais militares). Na estrutura
do governo brasileiro, as Forças Armadas estão integradas ao Ministério
da Defesa.
O Exército é a componente terrestre das Forças
Armadas responsável, no contexto externo, pela defesa do país e
das fronteiras, e, no contexto interno é responsável pela garantia
da lei, da ordem e dos poderes, além de atuar também no setor de
pesquisas científicas e do ensino. Geralmente, os exércitos possuem
uma organização geral por especialidades, denominadas "armas"
e "serviços". Os "armas" são os combatentes
e os "serviços" são os profissionais de logística.
Para ser um militar do exército é necessário que o profissional seja patriota, e que goste de servir seu país. Além disso, outras características interessantes são:
No
Brasil, o alistamento militar é obrigatório aos homens, quando completam
18 anos. Se liberado do serviço militar, o cidadão é considerado
reservista, ou seja, em caso de guerra, poderá ser chamado para servir
o país.
Para ser um militar, o candidato deve se alistar junto às
Juntas Militares, e sendo aceito, deve participar do treinamento e aos poucos
evoluir e seguir carreira no Exército; ou o candidato deve participar de
alguma das escolas do Exército, mediante aprovação em concurso
público. As escolas do Exército Brasileiro são:
Oficiais Superiores
Oficiais Intermediários
Oficiais Subalternos
Graduados
Unidades do Exército Brasileiro
Comandos Militares
No Brasil, a atuação
do Exército é organizada em Comandos Militares, conforme suas áreas
de atuação. Os comandos controlam as Regiões Militares, que
são subdivisões do território brasileiro. Os comandos são:
História do exército
Desde
os primórdios da colonização portuguesa na América,
desenvolveu-se em terras brasileiras uma sociedade marcada pela intensa miscigenação.
O sentimento nativista aflorou na gente brasileira, a partir do século
XVII, quando brancos, índios e negros, em Guararapes, expulsaram o invasor
estrangeiro. O Exército, sempre integrado por elementos de todos os matizes
sociais, nasceu com a própria Nação e, desde então,
participa ativamente da história brasileiraNas décadas posteriores
ao descobrimento do Brasil, a Força Terrestre foi representada pelo povo
em armas nas lutas pela sobrevivência, conquista e manutenção
do território. Em verdadeira simbiose da organização tática
portuguesa com operações irregulares, índios, brancos e negros
formaram a primeira força que lutou e expulsou os invasores do nosso litoral.
Portanto, a partir da memorável epopéia de Guararapes (1648), não
havia apenas homens reunidos em torno de um simples ideal de libertação,
mas sim, as bases do Exército Nacional de uma Pátria que se confirmaria
a 7 de setembro de 1822. A união entre a coroa lusa e a espanhola, em 1580,
que tornou as terras da América pertencentes a um só rei e senhor,
permitiu o alargamento da base física da colônia portuguesa, pela
extraordinária ação exploradora empreendida pelas Entradas
e Bandeiras. Naquela época, os portugueses, estimulados por notável
visão estratégica, buscaram fixar os limites da colônia em
acidentes geográficos bem nítidos e o mais possível a Oeste.
Assim, no interior da Amazônia, nos pampas sulinos e nos confins dos sertões,
à medida que avançava a marcha desbravadora dos bandeirantes, surgiam
fortes e fortins - sentinelas de pedra a bradar: "esta terra tem dono!".
Após a Independência, em 1822, a atuação do Exército
Brasileiro, internamente, foi decisiva para derrotar todas as tentativas de fragmentação
territorial e social do País. A manutenção da unidade nacional,
penosamente legada por nossos antepassados, é decorrente das suas ações,
em particular, da atuação do Duque de Caxias. Desse modo, ontem,
como hoje, prevaleceu a necessidade de segurança e integração
nacionais, reflexo da vontade soberana do povo, expressa, como ideal intangível,
nas Constituições brasileiras de todos os tempos. Já no âmbito
internacional, participou vitoriosamente do conflito que, na segunda metade do
século XIX, ocorreu no cone sul do continente sul-americano: a Guerra da
Tríplice Aliança. Em decorrência da sintonia permanente que
o Exército sempre teve com a sociedade brasileira, seu papel foi decisivo
na Proclamação e na Consolidação da República.
Naquele período particularmente conturbado, os militares desempenharam
papel de moderação, idêntico ao exercido pelo Imperador na
monarquia, garantindo a sobrevivência das instituições. Após
a I Guerra Mundial, o Exército experimentou um período de soerguimento
profissional, que iria completar-se com a contratação, em 1920,
da Missão Militar Francesa. Porém, foi a obra ciclópica de
Rondon, interligando os sertões interiores aos grandes centros, reconhecida
internacionalmente como conquista da humanidade, o que mais marcou esse início
de século. A II Guerra Mundial trouxe modificações significativas
na evolução do Exército Brasileiro. Em 1942, em resposta
ao torpedeamento de vários de seus navios mercantes, o Brasil declarou
guerra às potências do Eixo. Em 1944, o País enviou para o
teatro de operações europeu uma força expedicionária
organizada em curto espaço de tempo, sob o comando do General Mascarenhas
de Moraes. Designada para operar na Itália, durante o tempo em que esteve
em combate, compondo o V Exército dos Estados Unidos da América,
a Divisão brasileira sofreu mais de 400 baixas por morte em ação.
Antes que o conflito terminasse, havia feito mais de 15.000 prisioneiros de guerra
e capturado duas divisões inimigas. Na Itália, a FEB cobriu-se de
glórias, combatendo tropas aguerridas, ao lado de soldados calejados por
anos de campanha. Nada ficaria a dever a uns e outros. As glórias colhidas
em Monte Castello, Montese e Fornovo, e em tantas outras ações,
estão gravadas com letras de sangue na História Militar brasileira.
Aos nossos pracinhas devemos, em difícil hora, a garantia da dignidade
de nossa Pátria. A partir dos anos 60, o Exército passou por importantes
transformações. Acompanhando o acelerado desenvolvimento econômico
e industrial do País, realizou consideráveis investimentos em Ciência
e Tecnologia, o que permitiu fornecer à tropa equipamentos e armamentos
projetados e fabricados pelas indústrias nacionais, particularmente viaturas
blindadas. Além dessa evolução tecnológica, foi renovado
o sistema de instrução e foram estruturadas as atuais divisões
de exército e brigadas, combinações de tropas mais leves
e flexíveis, consentâneas com as peculiaridades do ambiente operacional
brasileiro. Honrando compromissos internacionais assumidos, o Brasil já
se fez ou está presente em inúmeras operações de manutenção
da paz em diversas partes do mundo. Na atualidade, o Exército Brasileiro
consolida sua individualidade. Exercita e desenvolve uma doutrina militar genuinamente
nacional, gerada com base em perspectivas de emprego realistas, e tem procurado
evoluir sua concepção estratégica de maneira compatível
com as demandas do futuro. O Exército honra no presente os exemplos legados
por Caxias - seu Patrono -, cultiva suas mais caras tradições e
cumpre, diuturnamente, seu sagrado dever de preservar a soberania e a integridade
do Brasil.
Fonte: Site Oficial
do exército Brasileiro
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