O militar é o profissional que
serve à alguma das três forças armadas (Exército, Marinha
ou Aeronáutica) ou que serve as Forças de Segurança dos Estados
da Federação (bombeiros e policiais militares). Na estrutura do
governo brasileiro, as Forças Armadas estão integradas ao Ministério
da Defesa.
A Marinha é a componente naval das Forças Armadas
de um país, responsável, principalmente, no contexto externo, pela
defesa das áreas litorâneas e das plataformas continentais brasileiras,
e no contexto interno pela orientação dos navegantes, pelo policiamento
das costas brasileiras e pela fiscalização do tráfego marinho
e dos portos.
Para ser um militar da marinha é necessário que o profissional seja corajoso e tenha interesse em servir seu país. Outras características interessantes são:
No Brasil, ao completar 18 anos, o cidadão do sexo masculino deve se alistar em alguma das três Forças Armadas, e, se convocado, pode cumprir o serviço obrigatório e continuar seguindo carreira. Também é possível ingressar na Marinha através de concurso público, com o objetivo de preencher vagas abertas. No caso do concurso para graduados em ensino superior é necessário que o candidato seja aprovado na seleção, no Curso de Formação e no Estágio de aplicação de Oficiais. No caso de concurso para níveis fundamental ou médio, o candidato aprovado em concurso público tem a oportunidade de cursar a Escola Naval. O curso de ensino médio (para quem tem fundamental completo) oferece três anos do currículo escolar intenso, em regime de internato e treinamento físico. O curso de ensino superior (para quem tem ensino médio completo) forma Corpos da Armada, Fuzileiros Navais e Intendentes.
Oficiais Generais
Oficiais Superiores
Oficiais Intermediários
Oficiais Subalternos
Graduados
A Marinha, no Brasil, tem sua história iniciada
em 1736, com a criação da Secretaria de Estado de Negócios
da Marinha, por D. João V de Portugal. Na época da Independência
do Brasil, em 1822, o governo da nação recém-emancipada viu
a necessidade da existência de uma força bélica naval, capaz
de defender a vasta extensão da costa e riqueza da rede hidrográfica
do território, assegurando o comércio e as comunicações
entre as suas diversas regiões.
Desse modo, em 10 de novembro de 1822,
foi solenemente içado, no penol da carangueja da nau "Martim de Freitas"
- rebatizada como "Pedro I" e alçada a capitânea da Esquadra
brasileira em formação -, pela primeira vez, a bandeira do Brasil,
sob salva de 101 tiros.
A Esquadra teria, doravante, papel decisivo na Guerra
de Independência do Brasil. Para guarnecê-la, o governo recorreu aos
serviços de estrangeiros, como o Almirante Thomas Cochrane, um oficial
da Marinha Real Britânica. Até ao Período Regencial Brasileiro,
estima-se que metade dos praças e dois terços dos oficiais da Marinha
eram estrangeiros.
Garantida a Independência e a unidade nacional, assim
como a sua integração, a Marinha teve papel de destaque ainda em
acontecimentos tão diversos como a Guerra da Cisplatina, os diversos movimentos
separatistas que se iniciaram no Período Regencial, a Guerra contra Oribe
e Rosas, a Guerra da Tríplice Aliança e outros.
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