O agente de redução de danos é o profissional da área da saúde e do bem-estar ligado a programas governamentais e a ONGs, que trabalha com a conscientização da população, na tentativa de reduzir os riscos e danos causados pelo excesso do álcool, de drogas e pela falta de informação. Esse profissional desenvolve atividades de sensibilização, conscientização, orientação e acompanhamento de usuários de álcool, fumo e outras drogas, orienta a população sobre o uso de contraceptivos, sobre o sexo seguro e sobre o vírus HIV, entre outras funções. É de responsabilidade do agente de redução de danos distribuir materiais de higiene como seringas e agulhas descartáveis, distribuir contraceptivos, organizar palestras e debates sobre problemas comuns á região onde atua, elaborar métodos para que a informação chegue aos usuários de drogas, conscientizar a população sobre os riscos de misturar a bebida com direção, etc. Esses agentes são convocados e contratados na ocasião da implementação de projetos governamentais com esse fim, geralmente em épocas festivas ou em comunidades mais carentes ou locais de difícil acesso à saúde pública.
Para ser um agente de redução de danos é necessário que o profissional tenha gosto por ajudar as pessoas e que goste também de lidar com elas. Outras características desejáveis são:
Por ser um cargo público, a formação necessária para ser um agente de redução de danos é a exigida no edital do concurso. Geralmente, é requisitado que o profissional tenha ensino fundamental ou médio completo e que, depois de aprovado, participe do curso de formação de agentes de redução de danos, oferecido pela administração do programa social. Também é comum que o profissional atue na área onde mora, pois assim tem facilidade de acesso ás famílias e à comunidade e mais liberdade de organização de eventos e palestras.
O agente de redução de danos, na maioria das vezes, atua na área onde mora, pois desse modo, consegue maior acesso á comunidade e aos moradores. O objetivo desse profissional junto á dependentes químicos, inicialmente, não é o de desintoxicação, e sim a redução de riscos, ou seja, promover uma administração mais segura do uso da droga e, gradativamente, fazer com que ele substitua a droga usada por uma menos danosa. A principal função desse profissional junto às comunidades é a informação, além da importante distribuição de contraceptivos.
O cargo de agente de redução de danos é um cargo público, de contratação por meio de concurso, portanto, é o edital da seleção é lançado na ocasião da implementação de programas governamentais sociais de redução de danos. Tais programas, geralmente, são lançados em épocas festivas como o carnaval ou feriados, ou é voltado a comunidades de baixa renda e de pouco acesso aos sistemas públicos de saúde. Também há a opção do agente ser contratado por Organizações Não-Governamentais (ONGs), e nesse caso, sua contratação também depende de ações sociais que serão realizadas.
"Redução
de danos é uma política social que tem como objetivo prioritário
minorar os efeitos negativos decorrentes do uso de drogas (Newcombe, 1992). É
uma prática que tem como objetivo reduzir as conseqüências adversas
decorrentes do consumo de drogas lícitas e ilícitas, mas que, recentemente,
ganhou maior ressonância pelo seu emprego no que diz respeito aos usuários
de drogas ilícitas. A redução dos danos decorrentes do uso
de drogas tem origem no Relatório Rolleston, de 1926, que concluía
que a manutenção de usuários por meio do emprego de opiáceos
é o tratamento mais adequado para determinados usuários.
Antes
do aparecimento da AIDS, apesar dos graves problemas associados ao uso indevido
de drogas (principalmente em relação ao uso pela via endovenosa),
a preocupação principal dos profissionais da área estava
dirigida ao problema da dependência, e não às doenças
infecciosas e/ou contagiosas associadas a essa prática (Stimson, 1990).
Tanto leis (que em geral puniam o uso) quanto modelos de tratamento eram orientados
essencialmente à prevenção ou à "cura" do
uso de drogas.
Com o aparecimento da AIDS, nova rede conceitual se desenvolveu
em relação ao uso de drogas. Um problema médico (a contaminação
pelo vírus da AIDS - o HIV) associado a um comportamento específico,
o compartilhamento de seringas e agulhas, tornou-se o foco das atenções,
em lugar do problema da dependência.
Como a transmissão do vírus
ocorre somente em função do compartilhamento do equipamento de injeção
e não por simples uso da droga, é possível evitar o contágio
do HIV sem que haja obrigatoriamente a interrupção desse uso. A
partir de então, para muitos, por causa desta necessidade urgente de se
prevenir a infecção pelo HIV entre UDIs (usuários de drogas
injetáveis), surge um movimento de prevenção chamado de "redução
de danos", cuja a idéia central poderia ser descrita assim: "Não
sendo sempre possível interromper o uso de drogas, que ao menos se tente
minimizar o dano ao usuário e à sociedade".
Redução
do risco ou redução do dano são termos freqüentemente
usados como sinônimos. O risco se relaciona à possibilidade de que
um evento possa ocorrer, o dano deve ser visto como a ocorrência do próprio
evento. Desse enfoque, evitar o dano seria uma atitude mais pragmática
do que evitar o risco (nem sempre ocorre necessariamente um dano, em uma situação
onde há risco). "
Fonte:
http://www.imesc.sp.gov.br
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