Odete
Pastor Num primeiro
instante, abandonei a faculdade de administração quase no final,
na verdade não consegui terminar porque não era o que eu queria.
Então, prestei vestibular novamente, e fui
fazer artes plásticas,
com o intuito de fazer o que eu gostava. Na época não pensei em
me dedicar a essa área; tinha um bom emprego e tive meu primeiro filho,
terminando a faculdade.
Os anos se passaram, e por volta de 1994, senti que
era hora de
retomar o que deixei para trás. Voltei a pintar, e hoje,
me dedico exclusivamente à pintura.
Com certeza. Acredito que o conhecimento e a busca são constantes para, não só se expressar, como para compreender outros trabalhos.
De muito trabalho! Para se fazer
um quadro, muitas vezes,
leva um bom tempo, até que se alcance o resultado
esperado (as vezes nem se alcança). São vários trabalhos
iniciados e não concluídos ao mesmo tempo. Assim que termino um
quadro, passo dias e dias o observando, para então acreditar ter alcançado
o que esperava.
O artista plástico, assim como outros artistas, tem muita dificuldade em encontrar espaço para divulgar seus trabalhos, e algumas vezes, necessita trabalhar em outras áreas para garantir sua sobrevivência. Infelizmente o acesso às artes plásticas é muito limitado: tanto na educação quanto no aspecto institucional.
O artista, a meu ver, deve ter um olhar apurado, uma sensibilidade e criatividade para transformar em linguagem plástica no que deseja comunicar.
Meus trabalhos partem do movimento das linhas, que criam formas, símbolos e campos de cores. São impulsos internos, sem qualquer relação com o real, o concreto.
A possibilidade de criar e de transmitir o que sinto.
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