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01/09/2008

Gary Schulze

Gary é formado em Administração de empresas e há 25 anos é sócio-fundador de uma das maiores e melhores redes de academias de ginástica do país, a Companhia Athletica.

Como você começou sua história profissional?

Bom, eu não sou professor de Educação Física, na verdade, eu nunca nem passei na porta de uma faculdade de Educação Física. A minha formação é em administração de empresas, pela Fundação Getúlio Vargas. No começo eu trabalhava em uma empresa, aliás, na minha vida só trabalhei em duas empresas, e sempre fui um pouco Workaholic. Quando as pessoas perguntam sobre o meu currículo, costumo dizer que ele tem duas linhas: formado em administração de empresas e nunca trabalhei na vida!  Quando falo isso em uma palestra e pergunto se existem pessoas, naquela platéia, na mesma situação que eu, ou seja, que nunca trabalharam na vida, geralmente ninguém levanta a mão. Então, volto a perguntar se há alguém que já havia trabalhado e atualmente não esteja trabalhando, e ainda assim ninguém levanta a mão. Quando me perguntam qual é a receita, e eu digo: "Minha receita é muito simples, faça uma coisa que você gosta e você não vai trabalhar nenhum dia na sua vida".

Você nunca trabalhou na área de Educação Física, então como aconteceu a Companhia Athletica?

Esse assunto começou porque eu trabalhava em uma empresa, e na hora do almoço para ganhar tempo, ao invés de eu ficar naqueles almoços longos, eu ia fazer ginástica em uma academia. Então eu ficava olhando aquela academia de uma maneira mais profunda e pensava de que forma ela poderia melhorar, e cheguei à conclusão que era preciso fazer uma nova academia. Então juntei algumas pessoas, inclusive o proprietário daquela academia, e sugeri para eles que fizessem uma academia de verdade, legal, que teria tudo o que uma boa academia poderia ter, e assim que surgiu o assunto da Companhia Atlética. Daí eu saí da outra empresa e começamos a construção da nova academia. E aqui estou há 24 anos.

Então a Companhia tem 24 anos?

É a Companhia Athletica vai fazer 24 anos em março, mas como começamos um pouco antes, pois formamos a sociedade e começamos a construção do zero, a empresa já existe há 25 anos.

Você gosta de esporte, de praticar exercícios físicos?

Eu gosto bastante, aliás, sou um grande usuário da academia, normalmente eu chego aqui bem cedo, umas 6 da manhã, aí eu tiro uma ou duas horas para mim, depois tomo um lanche e começo a trabalhar. Toda manhã faço alguma atividade.

Quais características fundamentais para os profissionais que você escolhe para trabalhar na sua academia? Existe um perfil ideal desses profissionais?

Excelente pergunta! Hoje para admitir um profissional na Companhia, nós analisamos o perfil dele. Existe um processo que se chama DISC. O D é a pessoa diretiva, que é aquela que manda e que em geral domina uma situação ou grupo. O I é o interativo, é a pessoa que gosta de interagir com outras pessoas. O S é o sinérgico, ele é um pouco diferente do D que toma decisões sozinho, o S não, ele sempre consulta as outras pessoas, ele procura fazer o que a maioria acha. E o C é o cauteloso, uma pessoa cuidadosa que se preocupa com detalhes e se preocupa com organização. Cada um de nós tem um pouco de cada uma dessas características, e então nós mapeamos todas as funções que tem aqui dentro da Academia e selecionamos as melhores pessoas de cada uma das áreas. Definimos o gráfico ideal do DISC e na contratação verificamos se a pessoa, por exemplo, se aproxima do gráfico ideal. É um trabalho bastante científico.

Como é aplicado o DISC em cada área, por exemplo?

Para se ter uma idéia em termos práticos, nós não contratamos um professor, que não tenha alto I. Ele pode ter baixo D, S ou C, pois tem que ser a característica predominante de um professor. Quando pegamos uma pessoa que trabalha na área de informática, por exemplo, para nós é importante o C alto dele. Em um cargo de gestão nós nos preocupamos que o profissional tenha uma certa dose de D.

Você acha que esse é um dos motivos do sucesso da academia?

Embora o DISC aqui na empresa seja uma coisa recente, ele tem sido extremamente enfático, nós não temos feito contratações que não sejam baseadas no DISC.

E você que criou esse método?

Não, ele já existe, nós apenas adaptamos, aproveitando o que existe. Tem uma empresa, a Thomas Internacional, que aplica esses testes e nós apenas utilizamos os serviços deles. Não inventamos nada.

A Companhia Atlética tem 13 unidades em todo o Brasil, correto?

Isso. São sete no Estado de São Paulo, uma no Rio de Janeiro, em Curitiba, em Belo Horizonte, em Belém, em Manaus e no Distrito Federal.

E como aconteceu esse crescimento da Companhia?

As primeiras quatro unidades os mesmos sócios foram montando. Quando começou a crescer, adotamos um esquema que eu até acho bastante inédito, nós não temos franquia, mas a partir da quinta unidade, temos um sócio local, que tem uma participação e a nossa Holding tem a participação restante. Então, toda a metodologia sistemática é controlada por nós.

O Site da Companhia dá muito destaque aos momentos e coisas simples da vida, como um sorriso, um sentimento e etc. Você pode dizer que essa é a filosofia da Cia Athletica?

A missão da Companhia é ajudar as pessoas a estar bem fisicamente, e entendemos que é extremamente importante ter um ambiente voltado para a criação de amigos. Então é possível estar dentro de uma academia desenhada de tal forma que propicia a reunião de pessoas. Não é uma academia onde o objetivo é ter um alto giro de pessoas, que entram fazem atividades e vão embora. Ela é feita para que as pessoas fiquem mais tempo nela e utilizem-na socialmente, para fazer amizades, negócios e assim por diante. 
E nós temos uma assinatura que eu também acho extremamente importante, que é “Gente cuidando de gente”, então é, mais uma vez, uma preocupação que temos com as pessoas.

E como é o seu dia-a-dia na administração da academia?

Cada um dos sócios gerencia uma unidade, ou seja, é o diretor responsável pela unidade e tem um cargo corporativo, que cuida de todas as unidades. No meu caso, por exemplo, eu sou responsável pela unidade Kansas e no corporativo eu cuido de toda a parte de informática e recursos humanos. Mas claro que, como sou o sócio-fundador, acabo me envolvendo em todos os aspectos. Tem um sócio que cuida do jurídico, o outro da parte financeira, o outro que cuida de compras, do marketing e assim por diante. Então é uma estrutura extremamente simples e virtual, nós temos um sócio cuidando de cada unidade e ao mesmo tempo cuidando das funções corporativas, que geram em todas as academias.
Aqui na unidade, meu maior trabalho e meu maior objetivo é motivar as pessoas, é reunir as pessoas para elas fazerem um bom trabalho e praticarem a missão da Companhia. Parece muito fácil falar isso, mas te garanto que é bem difícil. No meu trabalho, não sou eu o responsável pelo sucesso, mas sim todos os colaboradores que estão em contato com os clientes. Então eles são muito mais importantes do que eu, pois são eles que estão no dia-a-dia, com os alunos. Óbvio que, além de ficar no escritório, eu circulo, dou uma volta, vejo o que está acontecendo, mas o trabalho mais importante que é o contato com o cliente, são os profissionais que estão fazendo, por isso eles devem estar motivados e eu estou aqui apenas para motivá-los.

Existe algum programa motivacional para os seus colaboradores?

Uma vez por mês, nós temos uma reunião com os gestores da unidade. Essa reunião começa com a apresentação de cada gestor indicando cases. Esses cases são observações que eles fizeram dos funcionários que se destacaram de alguma forma. No começo, quando pedíamos para falar dos cases, os gerentes não se lembravam. Hoje, todo o gerente sempre traz um dois ou três cases de algum funcionário que se destacou. Aí, nessa reunião, anoto os mais importantes e votamos em conjunto para ver quais os casos que serão premiados, então aos que se destacaram damos um presente. E eu, pessoalmente, agradeço o empenho que tiveram e dou o presente. Acho isso uma coisa muito importante, pois as pessoas vêem que estão sendo reconhecidas.

Você é um profissional da administração, você se considera também um profissional da saúde?

Se você me perguntar em que negócio eu estou eu diria que é de saúde e lazer. Saúde por que estamos proporcionando uma melhor condição de vida para as pessoas e lazer no sentido de fazer disso uma coisa muito agradável.

Vocês têm programas de convênio corporativo. Como funciona e qual a importância disso? Pois de alguma forma é mais um incentivo ao exercício físico, não é?

Então, o objetivo desses convênios corporativos é incentivar as empresas a colocarem os seus funcionários para se exercitarem. Existe uma pesquisa americana muito bem feita e comprovada que diz que para cada um dólar investido em atividade física representa uma economia de seis dólares em saúde. Os programas corporativos mostram para as empresas a necessidade de elas colocarem seus funcionários para se exercitarem e, com isso, ainda saírem ganhando. Eu costumo dizer que depois que inventaram o controle remoto, era preciso inventar alguma coisa para compensar de alguma forma, o trabalho que as pessoas deixam de ter. Se virmos a evolução dos últimos 30 ou 40 anos, fazemos muito menos esforço que antigamente. Tudo é muito mais prático e “vergonhoso”. No vidro do carro, não precisamos utilizar a manivela; o freio do carro é com bomba hidrovácuo, então você não precisa fazer tanta força; para fazer um suco, você usa o espremedor e etc. Ou seja, hoje, tudo é com muito menos esforço e isso gerou uma legião de pessoas que não fazem muito esforço. Então academia, de uma certa forma, veio para compensar isso. Entretanto, de 100% da população, apenas 2% fazem academia de ginástica, no Brasil. Em países como os Estados Unidos esse percentual chega a 15%. Então, isso explica, em parte, a obesidade, nós comemos hoje muito pior do que antigamente. As comidas são processadas, enlatadas, as pessoas acabam indo mais no fast-food, por isso o grau de nutrição não é dos melhores. Entretanto, a quantidade de pessoas que se exercitam é relativamente pequena. Antigamente, olhando por um outro prisma, eu me lembro que eu andava de bicicleta, ia para cima e para baixo e hoje eu não tenho coragem de pegar a bicicleta e andar por aí, ou é perigoso, ou muito cheio de carro, etc. Então hoje fazemos muito menos exercício. A população está engordando e ficando cada vez mais sedentária.

O que mais te satisfaz aqui na administração da academia?

Tudo me dá satisfação. Principalmente treinar as pessoas, lidar e conversar com os clientes. De uma certa forma, eu me viro muito bem com isso tudo. Eu gosto muito dessa parte de treinamento e percebo como as pessoas são carentes em relação a isso.

E quais as maiores dificuldades?

Tem muitas dificuldades, por que a gente, às vezes, está diante de situações que são complicadoras e não facilitadoras. Por exemplo, existe uma Lei que determina que a academia exija do aluno um atestado médico. Quando você olha por esse prisma parece algo interessante. Mas, tem gente que não quer ir ao médico e quer fazer atividade física, então a exigência de atestado é um fator limitador, pois muitas pessoas já desistem de começar a academia, logo de cara. Então, para mim essa lei é um complicador. Imagina se existisse a exigência de atestados para todos os que freqüentam os parques, por exemplo.

E não tem como entrar na academia sem ter um atestado médico?

Não, a gente exige dos alunos e muitos deles ficam irritados ou chateados. Eles podem fazer esse exame aqui, ou trazer pronto, tanto faz. Os alunos vão se irritando, seria muito melhor se eles viessem aqui e só fizessem a avaliação física. Mas a lei pede atestado, que é muito menos eficiente que a nossa avaliação física, por exemplo. Eu particularmente acho que as coisas não devem ser compulsórias.

E como é a avaliação física?

A avaliação física, para mim, vale mais do que um atestado. Pois no exame médico, o médico apenas conversa com o paciente e vê como ele está. A nossa avaliação física é prática, a pessoa sobe na esteira, faz um trabalho correto, então tem muito mais profundidade que um exame.

Qual o universo profissional de uma academia? Quais os profissionais envolvidos?

Primeiro o professor de educação física, inclusive aqui só temos profissionais que possuem o CREF (Conselho Federal de Educação Física), que é o documento desses profissionais. Além disso, tem os profissionais de toda a área administrativa, financeiro, departamento pessoal. Temos informática, que é muito importante na academia, pois tudo aqui se usa informática. Temos toda a parte de serviços de limpeza, manutenção, segurança. Além dos vendedores que ficam na recepção e apresentam os planos para os clientes. Além desses temos toda a parte de fisioterapia, restaurantes, lojas, massagens. Temos 13 academias, e no total são 1.300 funcionários diretos e mais quase 500 que são terceirizados ou que são profissionais ou empresas que alugam espaços aqui, como por exemplo, os personal trainers ou restaurantes. Praticamente 80% dos nossos funcionários são universitários formados.

Você citou os personal trainers. Por que você acha que hoje em dia, há uma procura tão grande por esses serviços personalizados?

As pessoas quando fazem uma atividade física, não querem fazer sozinhas. Quando se tem um personal, além de você treinar com um profissional te orientando, corrigindo e estimulando a fazer exercícios novos e diferentes, essa pessoa fica interagindo com você o tempo todo, tornando o exercício mais prazeroso. Eu por exemplo, conheço os exercícios, estou aqui há 25 anos e na musculação eu uso um personal. Esse profissional repara em detalhes que eu não estou reparando. Ele conversa e sempre mostra exercícios diferentes. Embora a gente aqui tenha professores que fazem esse trabalho independentemente de você ter um personal ou não. Só nessa unidade (Kansas), na musculação, temos 20 professores para orientar os alunos. Esses profissionais atualizam os treinos dos alunos, acompanham os alunos nas primeiras três vezes para que ele aprenda a utilizar os equipamentos direito, fazem correção de postura de exercício, ajudam os alunos na execução de exercícios com pesos soltos, etc.

Qual o maior estímulo das pessoas para se exercitarem, você acha que é pela saúde ou mais pela estética?

Se você perguntar para 10 pessoas porque elas fazem academia, pelo menos 8 vão responder que é pela saúde, mas a verdade não é essa (entre risos) as pessoas estão preocupadas com estética, sim. O que não tem nada de errado. Por que todos nós somos narcisistas. Todo mundo quer se olhar no espelho e se ver bem. A saúde e a estética andam sempre unidas, quando a gente se sente bem, a nossa saúde melhora também. Se alguém dissesse que fumar fosse bom para a estética, todo mundo iria fumar, mesmo sabendo que faz mal para a saúde.

Você acha que os profissionais da educação física ganham dinheiro?

Muito. Acho que a profissão de educação física, quando a pessoa demanda tempo e se esforça para ser personal trainer, dá para ganhar muito dinheiro. É uma profissão relativamente nova, e se você olhar dez anos atrás, praticamente não existia personal trainers. O professor de educação física ganhava o salário dele e ponto final, hoje existem boas oportunidades de multiplicar seus ganhos nessa área.

Como você fica sabendo das novidades da área? Você viaja, participa de feiras, palestras, etc?

Tudo isso. Existe um organismo americano que promove uma feira todo o ano com palestras, exposição de equipamentos, etc, eu sempre compareço. Recebemos aqui, também, quase que diariamente e-mails dessa associação que traz novidades da área e pesquisas, além de uma revista que eles nos enviam. Procuro me manter sempre bem informado. Nessa feira, nos EUA, eles congregam academias do mundo todo, e inclusive, um dos nossos sócios e diretor-geral é o responsável por toda a América latina, sendo o vice-presidente da associação.

Os avanços tecnológicos têm muita importância nessa área?

Tem muita importância. A tecnologia e a evolução dos equipamentos, hoje em dia, facilitam os exercícios e os tornam mais eficazes. Mesmo a parte de alimentação mudou muito, tem muitas novidades. As pessoas que não estudam e não estão atualizadas falam muitas besteiras. As pessoas já devem ter ouvido que não é bom comer carboidrato à noite, mas, as pessoas que fazem exercício e querem aumentar a massa magra, tem que comer carboidratos, pois a proteína sozinha é inutilizada. Ela só é sintetizada, ou seja, absorvida pelo corpo quando temos quatro porções de carboidratos, para uma de proteína. Isso são estudos, que vem acontecendo. Então temos paradigmas, coisas que ouvimos há muitos anos que, na verdade, hoje em dia, sabemos que não são verdades. Então a atualização é muito importante e nós estamos aqui prestando muita atenção em tudo que está acontecendo para não falar besteira para as pessoas.

Então é muito importante que os profissionais de educação física dêem informações precisas, certo?

É isso que eu sempre digo: “cada macaco no seu galho”. Personal trainer ou professor de academia tem que ensinar exercícios; o nutricionista tem que explicar sobre nutrição. Nós somos totalmente contra um profissional de educação física transcrever dieta. Ele não está autorizado. Sempre recomendamos: exercício, boa alimentação e descanso, sem esse tripé, a pessoa não vai ter um bom resultado.

E como está o mercado para um profissional de educação física?

Eu vejo muitos profissionais de educação física fazendo enorme sucesso, pois são pessoas que tem um corpo legal e possuem muitos alunos. Porém, muitas vezes, esses profissionais não se interessam em se atualizar. Não fazem cursos, não estudam, o que é um grande erro, pois sempre surgem novidades na área. Então eu diria que tudo na vida é uma evolução, aqueles que estudarem mais, que souberem mais, inclusive, que se preocuparem não só com a parte técnica, mas também com a parte de relacionamento, são os que serão mais bem sucedidos.

Qual a maior recompensa do seu trabalho?

Eu costumo dizer que todos nós viemos para cá com algum propósito. O meu propósito é fazer diferença para as pessoas. Acho que o que você passa para as pessoas pode mudar a vida delas para melhor. O que mais procuro aqui é deixar essa missão pessoal, que é fazer diferença para as pessoas. Seja para um cliente que eu consigo tornar a vida melhor, quanto de um, profissional que você passa uma coisa importante para ele, ele absorve essa informação e aquilo muda a vida dele para melhor também.

Você tem algum sonho, algum plano para o futuro?

Temos que ter sonhos que nos movam para frente. E esses sonhos, no decorrer da vida, vão se modificando também. Hoje tenho filhos que estão na faixa dos 25 anos e meu sonho, hoje, é ver eles bem e felizes. Hoje meu sonho está voltado para o sucesso deles.

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E muito bom exestirem pessoas
E muito bom exestirem pessoas como o Gary,com conhecimente,sucesso proficional e vontade de passar a tanta gente esse modo de ser. Integrando realmente Corpo e Espirito.
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