Aruanan
AlexSou jornalista, escritor e empresário, e a formação em coach veio através da programação neurolingüística (PNL), com especialização em terapia de Constelações Organizacionais Sistêmicas, de Bert Hellinger.
A primeira característica do meu trabalho é estar isento de conceitos e pré-conceitos no atendimento do cliente. Cada pessoa é única, não se julgam as atitudes dela como certa ou errada, mas sim se está dando prazer e equilíbrio ou não, e se os resultados são adequados. E o conceito de prazer, equilíbrio e resultados diferem muito de pessoa a pessoa. O cliente chega com a sua bagagem de conhecimentos, emoções e anseios, e está insatisfeito com os rumos que a vida está tomando. Buscamos, então, situá-lo dentro do seu contexto familiar, profissional e emocional e descobrir quais são os objetivos, metas que este cliente quer atingir em cada uma destas áreas, e se estes mesmos objetivos não estarão sendo prejudiciais para o próprio cliente. Por exemplo, se alguém tem dentro de si uma necessidade de ser um pai exemplar, mas seus objetivos é crescer rapidamente dentro da empresa, e isto exige horas extras intermináveis e viagens freqüentes, ocorre um desequilíbrio entre objetivos, que leva à insatisfação e frustração. Mesmo concluído um objetivo, o cliente não estará feliz porque outro lado não foi contemplado. Cabe ao coach auxiliar o cliente a reorganizar seus objetivos, observar suas próprias emoções, ultrapassar bloqueios e estabelecer prioridades. Buscamos descobrir junto com o cliente um caminho onde a realização material, pessoal, familiar e emocional se completem, trazendo qualidade de vida e satisfação plena.
No meu trabalho, o papel de terapeuta fica mais apropriado para Siddho Theresa Spyra, que é minha parceira e atua mais do lado emocional, traumas e bloqueios. Por isso, é mais adequado como coach, embora os limites entre um e outro estão muito próximos, e as vezes se misturam.
O ser humano e seus sonhos! É extremamente gratificante ver pessoas vencendo bloqueios, mudando atitudes quando preciso, ampliando conhecimentos, descobrindo novos talentos, aceitando-se e aceitando melhor o próximo... Enfim, acabo me realizando um pouco mais observando e vivendo a realização do outro, não apenas no sentido material, mas a realização como um todo!
Geralmente são pessoas em fase de mudança na vida, seja por problemas pessoais (relacionamento em fase difícil, falta de motivação, crises financeiras, perda de emprego) ou também por desejo de encontrar novas metas, novos valores, mudar paradigmas pessoais e profissionais. Meus clientes desejam encontrar um melhor relacionamento consigo mesmo, com os outros, sucesso na carreira com equilíbrio e bem-estar, motivação para a vida e coragem para novos desafios.
Acho que é a capacidade de aceitar o cliente como ele é, sem julgá-lo. Cada ser humano é a soma das experiências vividas por ele, pelos valores e crenças passadas pela família e pela influência do meio em que vivem e viveram. Existe inclusive um sistema familiar que foi descoberto através de terapias a partir do trabalho nos anos 40 de Gregory Bateson, psicólogo e antropólogo, que influencia as próprias decisões dos descendentes sem que eles tenham noção consciente disso. Por isso, muitas vezes uma pessoa é levada a repetir erros e atitudes nocivas ao próprio desenvolvimento sem que tenha controle consciente. Assim, acredito que o coach deve estar aberto a todas as influências que o cliente possa ter (sistema familiar, meio ambiente, emoções, crenças, desejos), descobrindo junto com ele as melhores soluções, entendendo que todas as pessoas demonstrarão a própria capacidade quando estiverem controlando suas emoções e atitudes conscientemente, com as metas e objetivos de vida focados.
Sem dúvida é estar sempre em equilíbrio pessoal, profissional, emocional e até espiritual, para poder estar 100% presente quando atendo um cliente. Seria incoerente buscar auxiliar o cliente, dando dicas e orientações, quando estas dicas e orientações não surtem efeito na minha própria vida. Que credibilidade eu teria?
Vejo o meu trabalho como a minha missão de vida. Passei por outras carreiras antes de descobrir que o trabalho como coach era a minha missão. Tive que deixar sonhos e crenças, segurança e zona de conforto, nesta busca da minha verdadeira vocação. E acho que é justamente neste aspecto que posso auxiliar a sociedade a refletir: até onde a segurança de um trabalho garantido que não me dá prazer pode ser mais importante que o prazer de descobrir e trabalhar no sua própria missão de vida? Será que qualquer trabalho dará mais dinheiro do que aquele onde nossa "alma" está envolvida? E mesmo que dê, vale a pena? Vejo que a sociedade hoje em dia está envolvida e iludida por valores e crenças passadas pela mídia, que não está interessada no prazer e satisfação do indivíduo, mas sim em vender produtos e serviços. Inclusive carreiras, profissões são escolhidas não pelo critério óbvio do "gostar do que faz", mas sim pelo dinheiro que pode render. Peço que as pessoas que, não entenderam que fazer o que se quer e dá prazer é mais importante do que qualquer outra coisa, entrem em contato com senhores e senhoras na faixa dos sessenta ou setenta anos, e perguntem simplesmente: é melhor trabalhar pelo dinheiro e status ou é melhor buscar uma atividade onde se tenha prazer?
Antes de responder
a pergunta, lanço outra: eu quero estudar e me especializar mais por que
não "confio no meu taco" ou por que sei que é isto que
quero e o estudo apenas me dará mais base para trabalhar? Acho que esta
questão pode ser transportada para qualquer carreira.
Neste caso específico,
desde que seja realmente o que se quer, é importante estudo e especialização,
porém, digo que o aspecto prático é talvez até mais
importante. O que quero dizer com isso? Um coach deve ter abertura suficiente
para abraçar e entender qualquer tipo de cliente, principalmente os "diferentes"
ao padrão que ele conhece, pois isto o provocará. Para se ter a
abertura, somente estando cara-a-cara com pessoas, seja num trabalho voluntário
de atendimento, seja estudando e trabalhando com psicologia, terapêutica
em geral, dando aulas, estando à frente de equipes profissionais ou esportivas,
etc.
Para um coach, a sabedoria que advém da experiência e do
não-julgamento perante outros é muito mais importante que o acúmulo
de conhecimentos, embora conhecimento também seja importante para poder
atender, respeitar e auxiliar adequadamente o cliente.
A primeira é básica. Goste do ser humano, ame o ser humano, considere o ser humano quase como algo divino e com capacidade infinita. Sem ter certeza da capacidade que todos têm, como poder auxiliar alguém a ver o próprio potencial? A segunda dica tem a ver com a primeira: para ver a capacidade no outro é necessário ver a capacidade em si mesmo, e isto requer um trabalho de auto-conhecimento. Milhares de caminhos, incluindo religiões, terapias, psicologia e até mesmo dentro do caminho profissional ou familiar levam para dentro de cada um, onde residem emoções, medos, traumas, mas também alegria, motivação e equilíbrio. Quanto mais gostamos de nós, mais gostamos do outro. Quanto mais aceitamos os nossos erros, mais aceitamos os do outro. Quanto mais descobrimos a nossa motivação interior, mais estamos qualificados a auxiliar o outro a descobri-la. Por último, embora pareça paradoxal, existe uma certeza: um coach não tem o dom de melhorar ninguém. Ele apenas aponta para o potencial do próprio cliente, e é ele que tomará posse deste potencial. É o cliente que saberá até onde quer ir e, mesmo que outros vejam que ele poderia ir mais longe, a decisão é sempre pessoal do cliente. É necessário um respeito muito grande às particularidades de cada um. Assim, ser coach passa a ser extremamente gratificante!
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