Falar diversas línguas, ter conhecimento vasto do campo em que atua, ter contato com empresas do mundo todo. Para os profissionais executivos do mundo atual, essas características já são consideradas pré-requisitos básicos para ingressar na babel global da área de gestão e gerenciamento das grandes empresas multinacionais.
Um dos conceitos instigados pelo mercado de hoje é o do executivo cosmopolita que tenha capacidade de enxergar além, e que possa levar a corporação que lidera a um nível superior de qualidade. Para isso, modificações foram feitas para requisitar um novo profissional da área. Os grandes executivos precisam estar estritamente atentos para interpretar os sinais dos mais diversos mercados. Isso significa, primordialmente, saber lidar com todos os tipos de líderes e consumidores mais diversos, e buscar as mesmas oportunidades que o fez líder no Brasil em solo estrangeiro.
As viagens de negócios para um executivo, para isso, são essenciais, pois abrem os olhos para um novo mundo e ampliam as fronteiras limítrofes brasileiras, vendo novos significados para suas antigas referências.
Muitas companhias visam agora enviar boa parte de seus líderes para o exterior (cerca de 50% deles), afim de criar os chamados "expatriados", grandes executivos em processo de transformação global. Uma vez que os brasileiros apresentam uma enorme capacidade de adaptação, a expatriação do gestor revela não somente um benefício à empresa no cenário internacional, como também um acúmulo de experiências para o próprio profissional, que tem a chance de fazer valer sua doutrina que deu certo em seu território, em lugares e culturas completamente distintos.
Entretanto, um líder global precisa estar sempre sintonizado com o que acontece à sua volta no mundo dos negócios. Para ele, a informação, em qualquer âmbito, é sempre necessária. Além disso, uma rede internacional de contatos é de extrema valia para a abertura da carreira de um profissional. Essa rede de contatos pode ser montada e adquirida através de cursos feitos no exterior - o que proporciona muito mais do que apenas contatos, pois, inglês e espanhol fluentes são quase obrigatórios nos currículos - e de participação em associações internacionais.
Mas, para os líderes mundiais estrangeiros, os brasileiros ganham pontos simplesmente por serem brasileiros. O comportamento do executivo do Brasil ajuda na hora de cativar as equipes, pois temos a forte característica de flexibilidade, o que fica transparente quando demonstramos emoções e celebramos as conquistas. Outro fator a ser analisado é o desafio dos líderes ao manter as relações estabelecidas com fornecedores e clientes, que deve ter base num acordo rentável e a longo prazo, não somente relacionado a assimilação da cultura dos parceiros.
Algumas das principais características que um executivo global deve apresentar são: alto desempenho local (ser presidente ou vice, gestor, chefe executivo, etc.), boa formação acadêmica, disponibilidade para mudar de país, ter jogo de cintura para negociar com a própria família na hora da escolha do cargo, já que esse tipo de trabalho exige do profissional atenção 100% e disponibilidade de 24 horas, se preciso for. É preciso estar disposto.
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