Em busca de mão-de-obra qualificada, as empresas investem nos chamados "in company", que são cursos de pós-graduação exclusivos, ministrados em parceria com instituições de ensino, visando a especialização do profissional dentro da empresa.
Nessa modalidade de ensino, a grade curricular é customizada, ou seja, está sempre ligada ao planejamento estratégico da empresa e é composta por conceitos que fazem parte do ambiente de trabalho dos profissionais, possibilitando, assim, a melhora do network interno e o aprofundamento dos conhecimentos sobre o funcionamento da empresa como um todo.
A cobrança ou não dos funcionários depende da política da empresa, pois o subsídio pode ser total ou apenas parcial.
Segundo o jornal Folha de São Paulo, em matéria publicada em 24 de fevereiro, consultores afirmam que a especialização pode significar o reconhecimento do profissional, uma recompensa pelo desempenho e ainda uma aposta no seu futuro. A motivação é parte importante nesse processo, pois estreita o relacionamento do funcionário com a empresa. O contato com outros setores é muito interessante, pois faz com que o profissional entenda melhor todas as áreas da empresa.
Consultores também afirmam que um currículo que contenha um curso "in company" é mais bem visto no mercado, pois mostra que o candidato teve seu potencial reconhecido em outra empresa e que está interessado em se atualizar.
Diante de tantos prós, não podemos deixar de analisar os contras, que são poucos, mas existem. Por exemplo, se o planejamento da empresa não estiver alinhado com o plano de carreira do profissional, o curso não terá importância. Ou, quando o curso é fechado, não há possibilidade de troca de experiências com profissionais de outros segmentos da economia. Mas, na maioria das vezes essas especializações têm se mostrado vantajosas tanto para o funcionário, quanto para a empresa que pode contar com seu potencial humano mais especializado.
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