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13/04/2007

Do outro lado do mundo

Fonte: Folha de S. Paulo, caderno empregos - 11/02/07

Para aqueles que acham complicado ter que aprender vários idiomas para ter um bom currículo, imagine ter que aprender japonês sem ter tido aula. Complicado? É assim que professores dos ensinos fundamental e médio se viram quando conseguem uma bolsa de aperfeiçoamento oferecida pelo Ministério da Educação para estudar do outro lado do mundo.
O governo oferece ao estudante que vai ao Japão o valor de 172 mil ienes por mês, com passagem aérea inclusa, o que equivale aproximadamente a R$1.700. Algumas taxas das universidades também têm abono e a duração do curso é de um ano e meio. Ainda é oferecido um curso intensivo de seis meses da língua japonesa.
Para poder participar do curso, é necessário que o professor, necessariamente, não tenha nacionalidade japonesa, tenha até 35 anos e experiência profissional de 5 anos. Deve ser apresentado um projeto de pesquisa do docente, e este será submetido à uma prova de inglês e outra de japonês, que pode ser entregue em branco. O candidato que for aprovado deverá passar por uma banca de avaliadores.
Uma vantagem relevante de ir estudar tão longe é que, além de existir bons recursos financeiros, o ambiente com o qual se lida é excelente. Os profissionais envolvidos são interessados, dedicados, curiosos e quase obcecados pelo que fazem. Há grande estimulação das capacidades e habilidades dos alunos. Além disso, a profissão de professor é muito bem quista e valorizada por lá.
Alguns outros auxílios também são oferecidos pelo governo japonês para se estudar lá, tais como os cursos de mestrado e de doutorado, que oferecem, inclusive, moradia aos alunos. Para esses programas, uma das características desejáveis dos candidatos é que eles tenham disponibilidade para estudar em tempo integral, segundo a assessora cultural do Consulado do Japão em São Paulo, Mieko Miura.
Como o número de bolsistas tem aumentado progressivamente, e, para os cursos de pós-graduação especificamente há limite de vagas, a concorrência fica forte, e é necessário que o aluno apresente força de vontade e disponibilidade para se dedicar 100% às aulas. Ao todo no Brasil, estão à disposição 48 vagas de bolsa, sendo 14 delas para o Estado de São Paulo.


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