Para aqueles que acham complicado ter que aprender vários idiomas para
ter um bom currículo, imagine ter que aprender japonês sem ter tido
aula. Complicado? É assim que professores dos ensinos fundamental e médio
se viram quando conseguem uma bolsa de aperfeiçoamento oferecida pelo Ministério
da Educação para estudar do outro lado do mundo.
O governo oferece
ao estudante que vai ao Japão o valor de 172 mil ienes por mês, com
passagem aérea inclusa, o que equivale aproximadamente a R$1.700. Algumas
taxas das universidades também têm abono e a duração
do curso é de um ano e meio. Ainda é oferecido um curso intensivo
de seis meses da língua japonesa.
Para poder participar do curso,
é necessário que o professor, necessariamente, não tenha
nacionalidade japonesa, tenha até 35 anos e experiência profissional
de 5 anos. Deve ser apresentado um projeto de pesquisa do docente, e este será
submetido à uma prova de inglês e outra de japonês, que pode
ser entregue em branco. O candidato que for aprovado deverá passar por
uma banca de avaliadores.
Uma vantagem relevante de ir estudar tão
longe é que, além de existir bons recursos financeiros, o ambiente
com o qual se lida é excelente. Os profissionais envolvidos são
interessados, dedicados, curiosos e quase obcecados pelo que fazem. Há
grande estimulação das capacidades e habilidades dos alunos. Além
disso, a profissão de professor é muito bem quista e valorizada
por lá.
Alguns outros auxílios também são oferecidos
pelo governo japonês para se estudar lá, tais como os cursos de mestrado
e de doutorado, que oferecem, inclusive, moradia aos alunos. Para esses programas,
uma das características desejáveis dos candidatos é que eles
tenham disponibilidade para estudar em tempo integral, segundo a assessora cultural
do Consulado do Japão em São Paulo, Mieko Miura.
Como o número
de bolsistas tem aumentado progressivamente, e, para os cursos de pós-graduação
especificamente há limite de vagas, a concorrência fica forte, e
é necessário que o aluno apresente força de vontade e disponibilidade
para se dedicar 100% às aulas. Ao todo no Brasil, estão à
disposição 48 vagas de bolsa, sendo 14 delas para o Estado de São
Paulo.
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