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11/09/2008

Ter paixão pelo que faz!

Já pensou ficar de 8 a 10 horas por dia trabalhando em alguma coisa que você não tem prazer? Eu não gosto nem de pensar nesta hipótese. Sempre fui um apaixonado pelas minhas atividades profissionais.

Quando eu trabalhava na Elma Chips, sentia um prazer enorme. Ir para o escritório, viajar, conversar, conhecer lugares novos, lançar produtos, desenvolver novas idéias e etc, etc...  Gerava sempre um sentimento muito gostoso e positivo para a minha vida. Eu dizia: “Sou um profissional feliz. Gosto do que faço”. É verdade que várias vezes, por força do crescimento pessoal e profissional, eu mudava de cargo e atividade. Fazia parte da gostosa adrenalina do crescimento.

No momento da minha despedida do mundo dos salgadinhos, para assumir a presidência da Pizza Hut da América Latina, meus amigos da Pepsico fizeram uma convenção e uma série de homenagens. Me lembro que consegui dizer: “Minha Alma é Chips!”. Trocando o “E” pelo “A” e adicionando o “é” pude expressar, de uma forma simples e sincera, o que eu sentia: paixão pelo meu trabalho.

Poucas semanas atrás o Brasil Profissões fez uma enquete para saber se as pessoas estavam felizes ou não com suas profissões. Fiquei espantado com o resultado: 70% das pessoas estão infelizes. Valeu mais um pouco de reflexão. Me deu vontade de dizer aos mais jovens e àqueles que estão infelizes: mudem, aceitem novos desafios, busquem algo que se apaixonem.

Não importa a idade nem a profissão. O que realmente conta é aquela sensação gostosa de trabalhar com aquilo que realmente nos satisfaz. Em geral, esses profissionais se destacam. Parece haver um comprometimento maior e um rendimento acima da média.

Minhas experiências tem mostrado que aquele típico apaixonado pelo que faz, dificilmente fala em planos de aposentadoria, aliás isso certamente nem passa pela cabeça dos apaixonados...

Também li atentamente algumas entrevistas de profissionais destacados, como Daniela Mercury, Carlos Alberto Kirmayr e Nizan Guanaes e todos são unânimes em apontar a paixão como sendo o fator diferencial para o sucesso profissional e qualidade de vida.

Portanto, gente, nesse aspecto sou radical: tem que ter paixão pelo que faz!

Quando converso com alguém que fala do seu trabalho, eu sempre observo se tem alegria, se os olhos brilham, se vibram com as idéias e principalmente se tem planos de novos sonhos. Este é o típico apaixonado pela profissão.

Aqui vai um obrigado a todos os amigos que, ao longo de minha carreira profissional, me ajudaram a ser um eterno apaixonado pelas coisas que faço!

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