Manhã de sábado, 8:15h. Estou em São Paulo, capital. Um vento gelado faz com que a sensação térmica seja de mais ou menos 7 graus. Frio!
Um sol tímido e vacilante faz parte do cenário. Bonito!
Parado no farol vermelho, dentro do carro, escuto música e ao observar como tudo estava tão bonito, noto uma moça-menina ou menina-moça, cheia de agasalhos (um com capuz), com uma placa pendurada no pescoço; era uma seta com o número 2, indicando 2 dormitórios, piscina... "visite apartamento decorado".
Olhei e pensei quanto frio ela deveria estar sentindo! Abre o farol e eu sigo meu caminho...
Quatro horas mais tarde, faço o mesmo caminho e lá está ela. Estática. Congelada. Com a mesma placa.
Há alguns anos atrás a cidade de São Paulo aplicou uma lei chamada "Cidade Limpa" que proibe qualquer publicidade em placas, outdoors, pinturas em prédios, etc. A cidade ganhou (e ganhou mesmo!) um novo visual, mais limpo e sem poluição. O problema é que existe a permissão para colocar placas penduradas no pescoço de pessoas para indicar um empreendimento imobiliário.
Será que é politicamente correto?
Será que os empreendedores do imóvel ficam "confortáveis" com essa forma de exploração humana?
Será que isso está certo?!
Eu acho que está errado!
É desumano colocar uma moça-menina, ou uma menina-moça como "poste humano". Não concordo!
Qual será a solução? Não sei.
Não vou entrar no mérito de que elas estão trabalhando e portanto ganhando seu dinheiro honestamente. Decididamente é uma falta de humanidade e bom-senso.
"Poste humano"... sou contra! Isto não é profissão!
Um dos mais importantes executivos brasileiros dos últimos 20 anos, Humberto Pandolpho Jr. tem 30 anos de carreira profissional em grandes empresas. Em seu blog no Brasil Profissões, Humberto busca abordar temas atuais, dar sua opinião sobre diversos assuntos polêmicos e discorrer sobre o mercado de trabalho e o mundo profissional.
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