No mundo corporativo muitos negócios ocorrem após apresentações formais, usualmente em salas de reuniões.
É simples. Um fornecedor apresenta, normalmente em PPT (power point), uma ideia, sugestão ou solução para um problema ou oportunidade.
Sala escura, idéias na tela e os fornecedores discorrem sobre o conteúdo.
O cliente assiste, pensa, pergunta e frequentemente interage com o apresentador..
Fiz milhares dessas apresentações. Aprendi ao longo do caminho que uma idéia mal apresentada pode gerar um fracasso, e as vezes uma idéia fraca mas bem apresentada pode ser aceita. Esta é uma boa razão para “caprichar” em apresentações bem montadas, objetivas, envolventes e obviamente que tragam boas ideias e evoluções.
No mundo da comunicação, as agências de publicidade, propaganda e eventos, apresentam suas concepções criativas aos clientes neste ambiente de apresentação formal.
São dias e dias de trabalho. Equipes que se reúnem para discutir os aspectos do “briefing” dado pelo cliente ou pelo prospect (potencial cliente). Horas e horas de troca de idéias sacadas, detalhes e etc. Gasta-se tempo e recursos materiais.
No dia da apresentação do trabalho, espera-se que os executivos alvo dediquem de 1 a 2 horas de seu tempo para assistir, julgar e comentar o trabalho. Em geral é isso que ocorre.
Há algum tempo participei de um processo destes, quando fiquei impressionado com a falta de respeito (ou educação) dos executivos da companhia que haviam nos convidado para uma apresentação.
Ao mostrarmos um trabalho de 40 dias, de uma equipe de 20 profissionais, os executivos da tal empresa conversavam o tempo todo entre eles. Muitas vezes, parávamos a apresentação na busca de um silêncio que nos permitisse contar as ideias do trabalho.
Mas o pior de tudo era o uso dos smartphones... O tempo todo os executivos utilizavam os aparelhos para receberem e mandarem mensagens.
É um horror apresentar qualquer trabalho para uma platéia que não se esforça em focar na apresentação!
É lamentável ver esses executivos (?!) não saberem administrar seu tempo, e pior, não saberem ainda como se comportar em situações que exigem o mínimo de respeito.
Minha experiência, estando constantemente exposto aos dois papéis (apresentando e ouvindo), me permite afirmar que esse tipo de executivo (?!) está mais preocupado com suas aspirações do que com as necessidades da empresa.
Acredito que o executivo faz a imagem da empresa perante o mercado, e esse tipo de falta de respeito somente gera sentimento de lamento pela falta de educação acima de tudo.
Os.: Mesmo com este quadro de falta de foco, a nossa apresentação foi um sucesso. As ideias eram fantásticas e diferenciadas. Apesar de tudo, valeu a pena a apresentação!
Um dos mais importantes executivos brasileiros dos últimos 20 anos, Humberto Pandolpho Jr. tem 30 anos de carreira profissional em grandes empresas. Em seu blog no Brasil Profissões, Humberto busca abordar temas atuais, dar sua opinião sobre diversos assuntos polêmicos e discorrer sobre o mercado de trabalho e o mundo profissional.
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