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05/10/2010

Como comprar um terno pode influenciar pessoas?

Parece simples, mas não é!

Para alguns é prazeroso, para outros pode ser um tormento. Tudo depende de cada um, das nossas crenças, pensamentos, segurança, otimismo, etc...
Essa história é de dois amigos: Abel e Abílio.
Sempre estudaram juntos. Na lista de chamada, sempre os primeiros:
Abel..... presente!
Abílio.... presente!
Sempre o primeiro e o segundo.
 
Por força da chamada, se acostumaram sempre a chegar antes. Sendo o primeiro e o segundo, não dava para chegarem atrasados.
Assim sendo, Abel e Abilio eram conhecidos como pontuais para qualquer compromisso.
 
Ambos decidiram pela carreira na área da Administração de Empresas. Entraram na mesma faculdade, mesma classe... mesma sequência de chamada:
Abel......presente!
Abílio... presente!
 
Quando chegaram à reta final da faculdade iniciaram aquele famoso processo de tentar encontrar uma empresa para trabalhar.
Todos sabemos o quanto é difícil este momento.
O Abel e o Abílio também tinham noção de que precisavam mostrar seu potencial e "encantar" algum entrevistador do RH.
 
Chegaram a conclusão de que para fazerem uma boa figura nas entrevistas deveriam estar bem vestidos ou seja, deveriam estar elegantes, trajando um "belo" terno.
Abel e Abílio, neste quesito, tinham convicções diferentes. Também é verda
de que, por formação familiar e uma diferença de poder aquisitivo, cada um fez uma programação para comprar o terno.
Abel estava convicto de que a compra de um terno deveria obedecer o "padrão lã 180", risca de giz, com etiqueta italiana.
Já Abílio achava que deveria comprar um terno baseado no preço, no número de parcelas fixas (tipo 12 vezes) e no padrão terno escuro.
 
Realizadas as compras, eis que ambos se aprontam para a entrevista.... ponto inicial das carreiras.
Sempre "britânicamente" pontuais, Abel e Abílio chegam às empresas para a entrevista. Cada um em uma empresa diferente.
Abel, enquanto esperava, pega uma revista e começa a folhear. Encontra uma matéria sobre moda e tendência. Diziam os textos que os ternos masculinos agora, deveriam ser com 2 botões e não mais os 3 usuais botões. Abel leu e releu: a casa caiu!
O seu terno novo, infelizmente, tinha 3 botões. Ele estava desatualizado. Não seguiu a tendência.
Mas Abel já estava lá. Em poucos minutos se apresentaria ao entrevistador... Começou a tremer. Estava fora de moda (na cabeça dele).
Abel foi chamado. Entrou nervoso, inseguro, sem concetração, Só pensava nos "botões".
A entrevista foi um desastre!
Abel pensou "também... com 3 botões...!"
 
Na outra empresa Abílio, enquanto esperava, ficou observando o clima das pessoas que passavam pela recepção. Notou que as pessoas se cumprimentavam. Falavam umas com as outras. O clima era "aquecido". Fraterno. Ficou alegre e empolgado. Queria fazer parte deste grupo.
Ao ao ser chamado, estava certo de que ele era a pessoa para a posição que a empresa estava procurando. Estava confiante!
Fez uma ótima entrevista. Foi simpático. Contou suas experiências e espectativas. Convenceu!
 
E  o terno?

Bom, o Abílio usou muito, até achava que dava sorte. Nunca se preocupou com a a lã e o número de botões. Só queria pagar em dia as prestações.
Abel e Abílio ajudam a reforçar o conselho: acredite mais em você e menos nas aparências!

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