Em qualquer atividade profissional, o nosso chamado “estado de espírito” faz toda a diferença.
Se ao iniciarmos o nosso dia já dermos uma clara demonstração de mau-humor, certamente as outras pessoas rapidamente notarão e alguém vai dizer: “Nossa, o cara está azedo!”
Certamente, ao longo do dia, a especulação em torno do nosso mau-humor vai aumentar. Outras razões virão justificar nosso dia de “zero papo”. A bolsa de apostas terá: TPM, o time perdeu, bateu o carro, não dormiu bem (ou nada), não ganhou na loteria, perdeu o celular (isto ele deveria comemorar!), etc, etc, etc...
Vários e vários sentimentos e acontecimentos podem nos levar a começar o dia de “cara amarrada”. Qualquer coisa explica, mas não justifica.
É muito chato trabalhar com pessoas que partem do princípio de que “cara feia” (estado de espírito do mal-humorado) impõe respeito. Precisamos avisá-los (os mal-humorados) de que esta atitude afasta-os do grupo. Eles não agregam. Em geral, tentam liderar pelo medo. Estão completamente enganados.
Um grupo liderado por este tipo de gente, só dá resultado à curtíssimo prazo.
Se ao invés de “agredirmos” o grupo com nossa chatice de “cara feia”, que tal iniciarmos os nossos dias com um sonoro: “Bom dia!”. É contagioso, todos seguirão a mesma balada! O clima fica diferente, fica pra cima!
Não estou pregando aqui a falsidade. Estou dizendo que após longos anos de experiência, posso afirmar que um “Bom dia!” é questão de educação.
Também acho que é questão de inteligência. Sabemos que coisa boa atrai coisa boa. Portanto, se mantivermos o “estado de espírito” pra cima, outros bons acontecimentos nos esperam. É certo que, muitas vezes, temos que fazer um esforço enorme para segurar o ânimo, mas acho que vale a pena!
Preciso mencionar também o meu desprezo por aqueles profissionais que gritam com seus subordinados. Aqui a coisa é brava. Não dá para aceitar que ainda hoje exista gente achando legal liderar e comandar dando gritos. É inaceitável!
Neste grupo de comportamento profissional, também incluo como fora do “politicamente correto” a repreensão de alguém na frente dos outros. Isto humilha e não ajuda a desenvolver quem errou. O maior erro é de quem acha esta atitude é uma demonstração de poder. Pára com isso!
Ficou claro? Cara feia, gritos e chamar a atenção na frente dos outros são atitudes que devem ser banidas do nosso cotidiano profissional.
Se o nosso ambiente de trabalho fosse um jogo de futebol, eu faria o seguinte: chegou com cara feia... cartão amarelo; repreendeu alguém na frente dos outros... cartão amarelo; e nesses dois casos, a reincidência leva ao segundo amarelo, e conseqüente expulsão de campo. E se gritar com o funcionário... cartão vermelho e ainda faz o exame de “dopping”... Para todos os casos deveria existir uma espécie de TJEE (Tribunal de Justiça do Estado de Espírito), então, poderíamos analisar cada caso, aplicar as penas e, principalmente, ajudá-los a mudar o comportamento.
Abaixo o mal-humorado!
Humberto Pandolpho Jr.
Um dos mais importantes executivos brasileiros dos últimos 20 anos, Humberto Pandolpho Jr. tem 30 anos de carreira profissional em grandes empresas. Em seu blog no Brasil Profissões, Humberto busca abordar temas atuais, dar sua opinião sobre diversos assuntos polêmicos e discorrer sobre o mercado de trabalho e o mundo profissional.
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