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01/09/2009

Mudei de profissão

Tenho escutado incríveis histórias de pessoas que, por iniciativa própria, ou por alguma "encruzilhada" da vida, mudaram de profissão.

São relatos interessantes para mais uma reflexão: qual é a razão dessa mudança, uma vez que, normalmente, as pessoas estudam e se preparam para a famosa iniciação no mercado profissional?

Será que não foram orientados/ajudados na hora de optarem por uma profissão/carreira? Será que os sonhos residentes no sub-consciente foram mais fortes do que o racional? Será que algum fator externo sobrepôs às características pessoais, que não estavam em linha à profissão escolhida?

Não dá para saber a razão exata. Todas as perguntas são meras formas especulativas para encontrarmos uma resposta.

Mesmo não tendo a pretensão de dizer que é isto ou aquilo, continuo achando super importante a discussão sobre o tema.

Existem trocas por razões familiares, por exemplo: um médico recebe de herança uma fazenda que passará a ocupar seu tempo integral (proteção do patrimônio), decide largar a medicina e seguir o caminho do agronegócio. Ok. A gente entende.

Mas continuo curioso.

É gostoso escutar as histórias de como as pessoas decidiram pela mudança, como se sentem, como estão lidando com as novas formas profissionais, etc.

Proponho que usemos o espaço de comentários dessa página para contar casos interessantes e dividir nossas experiências. Assim, cada um de nós terá a chance de saber de histórias incríveis, que certamente nos ajudarão a entender melhor esses dilemas profissionais.

Ganhar dinheiro, ou fazer o que gosta?

Fazer o que gosta e ganhar dinheiro com isso. Certamente esse é o melhor!

Sacrificar o convívio familiar ou seguir abraçado com a profissão que nos dá felicidade?

Eu ficaria aqui propondo dezenas de perguntas somente para provocar a discussão.

As conclusões são individuais.

Acho que aqueles mais maduros pela vida e experientes por suas profissões tem a obrigação de propor essas questões aos mais jovens.

Esta é uma boa atitude para ajudá-los a decidir com maior chance de encontrar satisfação na profissão escolhida.

Não tem certo ou errado. Tem sim opções de vida, profissional e pessoal... (cada vez mais dependentes uma da outra...)

Qual a razão por que:

  • um dentista virou jornalista?
  • uma professora de artes plásticas virou decoradora?
  • um médico veterinário virou marketeiro político?
  • um jornalista virou agente de jogador de futebol profissional?
  • uma advogada virou ourives?

Vamos "escutar" esses casos?

Nós seres humanos, somos intermináveis, incríveis e surpreendentes. Minha dica é ouvir quando alguém disser: "Mudei de profissão!"

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Comentários desta matéria:

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Ola! Eu nunca havia falado
Ola! Eu nunca havia falado antes um pouco da minha vida, então vamos La. Mesmo trabalhando por conta própria desde meus 16 anos, aos 22 com incentivo de minha mãe entrei para faculdade de Contabilidade e assim que terminei a faculdade, entrei para uma indústria de confecções de ternos, comecei como auxiliar, fui para assistente e logo depois de algum tempo cheguei a analista contábil, isso levou uns sete anos e gostei muito de tudo que aprendi e fui muito feliz até porque foi neste momento que comprei meu primeiro carro, logo depois senti necessidade de mudar de área, pois almejava mudar para área de marketing e fui fazer uma pós graduação de marketing e antes que terminasse surgiu uma vaga para área comercial e estavam precisando de alguém para área de marketing na própria empresa que estava trabalhando, não pensei duas vezes e mesmo meu chefe do setor da contabilidade não aprovando fiz de tudo para mudar. Assumi esta área e fui feliz em todas as funções envolvidas, em um determinado tempo todo escritório mudou-se para área serrana e para não perder o espaço também fiz esta mudança, consegui ficar neste local no tempo máximo de três anos e oito meses, por que! Esta cidade como já disse ficava em área serrana, distante de todos onde eu morava, lá sofri um pouco com ausência de amigos, família, relacionamento, frio e chuva constante e isso sem falar que nesta cidade não havia como permanecer atualizado com o movimento que o mercado exige, bom! Neste momento já estava com sete anos nesta área e percebi que precisava mudar novamente, mais desta vez não de profissão e sim de empresa, e logo retornei para o meu lugar perto da minha família, amigos, etc. Logo comecei a buscar meu espaço em outra empresa por todo lado, e sentia muita dificuldade, não estava entendendo o motivo do porque não conseguia uma nova colocação, com as dificuldades aparecendo não havia muito o que escolher, e neste momento um amigo(irmão) me convidou para fazer um trabalho no qual nunca havia feito, e aceitei na hora, pois a forma de pagamento era no final do trabalho, e la estava eu trabalhando como garçom em um evento grande, uma loucura só com muita agitação e correria, e por mais incrível que pareça gostei e logo fui saber mais desta área fazendo vários cursos, pois vi que era uma área boa para explorar e ganhar uma grana extra, acabei ficando por algum tempo e logo me tornei Metrie de um grande Buffet, só que por um acidente com moto onde quebrei a perna precisei novamente tomar a decisão de mudar de área, pois sentia muita dificuldade de permanecer por muito tempo em pé, então resolvi retomar a antiga área de minha formação que é a área contábil, pelas boas lembranças e também gostar de trabalhar nesta área, hoje estou fazendo todas as atualizações necessárias para em breve poder estar trabalhando no mercado. Neste momento estou muito feliz, muito mesmo. Hoje estou com 40 anos, e a sensação que sinto é que agora é que a vida esta começando. Abraço a todos.
Francileide
O sr. humberto pandopho naum escreve mais?
Alinne Silva
Sou arquiteta há 04 anos, fiz uma pós graduação na área, trabalho em uma loja de moveis modulados e atualmente estou cursando corte e costura no SENAC. Parece estranho, mas estou vendo que desenhar um molde para uma roupa nao difere muito de fazer o projeto de uma casa. Pretendo seguir esse caminho pois descobri que é minha paixão, apesar de amar arquitetura. Na verdade amo as artes em geral e a Moda está inserida.
Tiago Melo
A mudança de profissão se desprende em várias nuances, uma delas sem dúvidas alguma é de q naum existe formula pronta, e sim uma série de desejos e perguntas q nos fazemos ao decorrer da até entao profissão escolhida, que diga-se de passagem é uma verdadeira maratona de dificuldades e incertezas. Por minha vez trabelhei durante anos no segmento automotivo, entre vendas e manutenção, hoje entretanto sigo no curso de farmacia e trabalho em drogaria, uma grande virada profissional que vem me rendendo alegria e trazendo bons resultados...
Graziela Haddad
Olá Humberto! Se puder contribuir com o meu relato, vamos lá: no meu caso a iniciativa pela mudança de profissão foi própria e fruto de uma reflexão sobre anseios pessoais, ambição, análise do mercado, riscos, oportunidades, perspectivas e projeção, enfim, um processo estruturado, maduro, e que me ajudou a alcançar um caminho de progresso e satisfação. Saí de um segmento totalmente operacional e específico (hotelaria) para algo mais estratégico e generalista (hoje ocupo uma posição de gestão em um veículo de comunicação em massa: Jornal Destak). Mas, durante o processo de análise sobre o que me levou a definir, aos 17 anos, aquela que seria a minha profissão, certamente pude perceber que houve uma deficiência, talvez por falta de orientação, talvez por inocência e inexperiência (afinal escolher uma profissão não é tarefa fácil, ainda mais para um adolescente cheio de sonhos e incertezas). O meu conselho, portanto, seria mais direcionado aos pais e instituições de ensino, que observem e apoiem seus filhos e alunos para que estes tenham as ferramentas necessárias no momento importante da decisão. E para aqueles que sentem-se frustrados com o caminho escolhido, que não se rendam ao conformismo e lutem pela mudança. A minha atitude primeira foi buscar e reinvestir nos estudos, no desenvolvimento de outros idiomas, no conhecimento! Além disso, não hesitem em recorrer às indicações daqueles que já estão inseridos no mercado, amigos, networking. Sem dúvida, o redirecionamento da minha carreira foi uma decisão consciente e desencadeada não só pela vontade de mudar, mas suportada pelo planejamento e estudo daquele que viria a ser um futuro próximo. Um grande abraço, Graziela!
rafa
Eu ,de instrumentadora , passando praticamente o dia num Hospital passei atuar na area da moda...nada haver né!!!!!pois,faz 22 anos estou muito satisfeita ......aliás eu adoro.........
Maria Eduarda
Achei muito interessante essa porposta de troca de experiências. Eu sempre trabalhei fora, mas tive que mudar de profissão quando minha filha nasceu. No princípio era para ser temporário. Comecei a trabalhar em casa, fazendo doces pra fora. Vendia aqui pelo bairro, nos salões, padarias e comércios... No final, deu tão certo, que continuei, e consigo muiito bem ganhar a mesma coisa que ganhava em meu antigo emprego, e ainda tenho a vantagem de ficar perto da família!!!!
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